O Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de dois militares da Marinha e quatro civis por fraudes em licitações e pagamento de propinas envolvendo a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, com decisão publicada em 28 de setembro de 2024.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Militar (MPM) em abril de 2024 originou uma investigação detalhada que desvelou um esquema estruturado de corrupção no âmbito da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, onde agentes públicos abusaram do poder decisório em procedimentos licitatórios para favorecer empresas na aquisição de gêneros alimentícios, mediante manipulação de termos de referência e critérios subjetivos.
O s réus foram identificados como um suboficial da Marinha, que atuava como pregoeiro da BAENSPA, e um primeiro-sargento, responsável pela fiel de municiamento, ambos acusados de violação ao dever funcional e recebimento indireto de vantagens financeiras, enquanto os demais acusados eram administradores e sócios de empresas contratadas pela unidade militar.
O total de R$ 59.975,97 em pagamentos irregulares foi transferido para uma conta vinculada à esposa do suboficial acusado.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz, relator da decisão, reformulou as penas após rejeição de recursos que pleiteavam nulidade processual e prescrição, estabelecendo reclusão entre 3 anos e 6 meses e 6 anos, 1 mês e 10 dias para os militares, em regimes aberto ou semiaberto, sem possibilidade de suspensão condicional devido ao montante das sanções exceder os limites legais do Código Penal Militar.
As manifestações oficiais reforçam a gravidade do caso: o MPM manteve a responsabilização dos envolvidos, enquanto o Ministério da Justiça destacou a necessidade de preservar a integridade das instituições militares diante dos desvios éticos constatados.



