No dia 19 de fevereiro de 2026, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III e filho da falecida rainha Elizabeth II, foi alvo de uma operação policial que incluiu sua prisão e a busca e apreensão de bens em suas residências em Sandringham e Royal Lodge, localizada em Windsor, após investigações sobre suposto envolvimento com o magnata Jeffrey Epstein e suposta má conduta no exercício de cargo público.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação Real
A prisão ocorreu às 07h45, horário em que agentes do Vale do Tâmisa, coordenados pelo Tribunal Penal Central, executaram mandado judicial emanado da ala criminal da corte londrina, iniciando uma operação coordenada que incluiu a apreensão de documentos eletrônicos e financeiros em Wood Farm, a residência atual do ex-duque de York em Sandringham, além das instalações de Royal Lodge, onde ele residia anteriormente como membro sênior da família real. A ação policial seguiu protocolos rigorosos previstos na Lei de O rdem Pública de 2000, com a presença de dois inspetores-chefe e a documentação integral do procedimento por meio de gravação em tempo real, conforme relatório preliminar divulgado pela Polícia Metropolitana.
Antecedentes revelam que a investigação foi desencadeada após interceptações de comunicações telefônicas e análises forenses que apontaram possível troca de informações sigilosas do Ministério da Economia — da qual Andrew exercia função honorífica como Embaixador Adjunto do Comércio Exterior — com o empresário Jeffrey Epstein, já condenado em 2008 por crimes sexuais envolvendo menores. O caso, que já resultou na revogação de privilégios diplomáticos do ex-príncipe em 2025, mobilizou órgãos como o Serviço Nacional de Inteligência (SNI) e o Ministério da Justiça britânico, que passaram a monitorar seus deslocamentos internacionais.
Andrew Mountbatten-Windsor tornou-se o primeiro membro sênior da família real britânica a ser preso na história moderna ao completar 66 anos no dia da prisão.
Repercussão Jurídica e Cenários Futuros
O porta-voz oficial do Judiciário Real confirmou que o recurso contra as ordens de busca será apreciado em sessão privada marcada para 8 de outubro perante o juiz Sir Edward Meller na Alta Corte de Londres, ocasião na qual será avaliada a legalidade da prisão e das medidas coercitivas aplicadas sem concessão de fiança. A defesa, liderada pelo advogado Mark Stratton, argumenta que a operação violou o artigo 5º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, assegurando proteção contra buscas sem motivação clara e acesso imediato ao advogado durante o interrogatório.
Especialistas em direito administrativo apontam que, caso a anulação seja concedida, o ex-príncipe poderá ter seu benefício milionário ligado à pensão real restaurado integralmente — estimado em £18 milhões anuais — enquanto eventuais sanções por má conduta no cargo público podem incluir suspensão temporária dos títulos nobiliárquicos honoríficos e perda de acesso aos palácios oficiais.



