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Economia

CNI recorre ao STF contra PEC que acaba com escala 6x1 e questiona efeitos imediatos na legislação trabalhista

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 20:16
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CNI recorre ao STF contra PEC que acaba com escala 6x1 e questiona efeitos imediatos na legislação trabalhista
Fatos Rápidos da Notícia
  • CNI entrou com ação no STF contra a PEC do fim da escala 6x1
  • Senado aprovou o fim da escala 6x1 em 14 de outubro
  • Nova jornada máxima semanal será de 40 horas, com descanso semanal remunerado de dois dias
Resumo Editorial

A Confederação Nacional da Indústria protocolou ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão de partes da emenda que altera a jornada de trabalho, alegando violação à segurança jurídica e à autonomia coletiva.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1. A entidade questiona a aplicação imediata das novas regras aos contratos de trabalho, acordos e convenções coletivas já em vigor, além das restrições impostas à negociação coletiva sobre regimes de jornada.

Segundo a CNI, a mudança aprovada pelo Congresso Nacional em outubro viola princípios constitucionais como a segurança jurídica, a proteção ao ato jurídico perfeito, a autonomia coletiva e a livre iniciativa. A Confederação argumenta que impor novos parâmetros sem período de transição adequado atinge condições previamente negociadas entre empresas e trabalhadores e pode afetar a sustentabilidade dos negócios e a manutenção de empregos.

O Senado aprovou o fim da escala 6x1 em 14 de outubro. Com a aprovação da PEC, o trabalhador passa a ter direito a descanso semanal remunerado de dois dias, sendo um deles preferencialmente no domingo, sem redução salarial. O texto também reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com limite de oito horas diárias, permitindo compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva.

Um dos pontos questionados pela CNI é a incidência das novas regras sobre instrumentos coletivos vigentes, com previsão de caducidade de acordos e convenções em prazo de apenas dois meses. A entidade aponta ainda que as limitações à negociação de regimes compensatórios reduzem o espaço para soluções adequadas às diferentes realidades dos setores produtivos.

A CNI pede que a eficácia da emenda constitucional seja suspensa para microempresas e empresas de pequeno porte até que o Legislativo edite lei complementar para regulamentar o tema.

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