Em uma operação coordenada entre a Polícia Federal, Ibama, Marinha do Brasil e Exército Brasileiro, forças federais intensificaram o combate ao garimpo ilegal no Rio Japurá e na Estação Ecológica Juami-Japurá, no Amazonas, desarticulando estruturas clandestinas de extração de ouro em áreas protegidas da Amazônia. A ação integrada, que resultou na destruição de dragas e balsas utilizadas na extração irregular, visa preservar o ecossistema local e coibir práticas que contaminam rios por mercúrio, segundo relatório técnico das instituições envolvidas.
Contexto O peracional e Desdobramentos das Forças Federais
As ações integradas ocorreram em fevereiro de 2024, conforme documentação oficial obtida pelo jornalismo apurado, com agentes da Polícia Federal realizando investigações de campo enquanto o Ibama conduzia vistorias ambientais para identificar equipamentos e instalações ilegais. A Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro auxiliaram no bloqueio de rotas fluviais e na inutilização de embarcações modificadas para transporte de minério, com apoio logístico que incluiu patrulhamento fluvial e monitoramento por satélite.
Nos últimos cinco anos, o garimpo ilegal na região do Japurá acumulou mais de 12 mil hectares de área desmatada, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), impulsionando contaminações por mercúrio que atingem comunidades ribeirinhas e aceleram degradação ambiental em zonas de preservação.
Mais de 12 mil hectares desmatados em cinco anos pelo garimpo ilegal no Rio Japurá
Repercussão Institucional e Diretrizes Ambientais Nacionais
O governo do Estado do Pará declarou alerta climático por 180 dias em fevereiro, em resposta às projeções meteorológicas indicativas de intensificação do Fenômeno El Niño, conforme comunicado oficial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Essa medida ativa protocolos de prevenção a incêndios florestais e restrições ao uso de queima controlada em áreas vulneráveis.
As autoridades ambientais ressaltam que a inutilização permanente das embarcações clandestinas representa estratégia eficaz para desestimular a continuidade da extração ilegal, já que impede o escoamento do minério para centros urbanos ou rotas internacionais de tráfico.



