Na quinta-feira (3), a Polícia Civil de São Paulo efetuou prisões preventivas de dois homens, de 44 e 46 anos, durante a O peração Helmintos, coordenada para desmantelar núcleo criminoso suspeito de lavar recursos oriundos do tráfico de drogas e exercer influência sobre atividades econômicas e instituições públicas da Baixada Santista e Grande São Paulo. O s suspeitos foram conduzidos à delegacia para formalização dos procedimentos de Polícia Judiciária, com base em mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, em decorrência de indícios robustos de participação em esquema estruturado de lavagem de dinheiro e associação criminosa vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Estrutura e Alcance da O peração de Desmantelamento Financeiro e Imobiliário
As investigações policiais revelaram que o grupo criminoso movimentava aproximadamente R$ 1 bilhão por meio de negócios imobiliários fraudulentos, aquisição de imóveis de alto padrão, exploração de quiosques em áreas públicas e favorecimento em licitações municipais, utilizando intermediários do setor imobiliário e 'testas de ferro' para ocultar a origem ilícita dos recursos. A estrutura operacional incluía lideranças da organização criminosa, operadores financeiros e pessoas físicas que assumiam responsabilidades aparentes para dissimular a propriedade real dos bens.
Além das diligências realizadas em residências, escritórios comerciais e instalações da administração municipal nas cidades de Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba, a operação resultou na apreensão de R$ 195 mil em espécie, quatro barras de ouro, 29 imóveis avaliados em cerca de R$ 15 milhões, um simulacro de arma, 21 celulares, três automóveis, seis caminhões, um trator, uma empilhadeira e o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 22 milhões vinculados aos alvos da ação.
Foram apreendidos bens avaliados em R$ 15 milhões e bloqueadas contas com R$ 22 milhões em transações suspeitas.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais da Apuração
A Polícia Civil informou que os investigados responderão por lavagem de dinheiro, com indícios de integração com organização criminosa transnacional, conforme denúncia formalizada à Justiça. O Ministério Público deve instaurar inquérito civil para apurar a extensão das relações entre o grupo e agentes públicos eleitos ou nomeados para cargos municipais.
Especialistas apontam que a desarticulação do esquema pode desencadear reavaliação das políticas públicas locais, especialmente no âmbito da transparência na gestão de bens públicos e na fiscalização de licitações no município de Praia Grande.



