Na sexta-feira (28/8), a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) efetuou a prisão de dois homens identificados como integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), durante operação no bairro Jaburuna, em Vila Velha, com apreensão de seis armas de fogo, duas granadas, drogas, dinheiro e rádios comunicadores no interior de um veículo prata.
Investigação Criminal e Contexto da O peração
A operação, coordenada pela 2ª Companhia de O perações Especiais da PMES, contou com apoio do Serviço de Inteligência da Corporação e ocorreu após denúncia que apontava a existência de uma célula do TCP preparando ataque contra facção rival na região metropolitana de Vitória. Durante o patrulhamento, os agentes identificaram o veículo prata em movimento suspeito e realizaram abordagem ao condutor e passageiros, que foram obrigados a descer do automóvel sob orientação das equipes.
O carro era conduzido por um motorista de aplicativo que relatou ter sido abordado pelos criminosos após solicitação de corrida; os suspeitos teriam rendido o veículo e forçado o condutor a seguir até o local da abordagem. Na busca pessoal dos detidos, foram apreendidos seis pistolas calibre 38, duas granadas de fragmentação, 17 tabletes de substância entorpecente, 2.400 reais em espécie e dois rádios comunicadores modelo Motorola.
Vitor de Souza O liveira, conhecido como 'Vitinho', já possuía dois mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio qualificado e roubo qualificado, além de ser apontado como principal suspeito no duplo homicídio ocorrido em 9 de agosto no bairro Jaburuna, onde duas pessoas foram mortas a tiros.
Foram apreendidos seis armas de fogo, duas granadas, drogas, 2.400 reais em espécie e dois rádios comunicadores durante a operação que resultou na prisão de membros do Terceiro Comando Puro em Vila Velha.
Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos
A Polícia Militar informou que os presos foram encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão ao Crime O rganizado (DERO), onde permanecerão à disposição da Justiça para aplicação das medidas preventivas previstas no Código de Processo Penal. O inquérito policial será instaurado com base nos elementos apreendidos e nos relatos do motorista vítima.
O Ministério Público do Espírito Santo deve representar os acusados com base nos crimes concretos apurados, enquanto o Poder Judiciário poderá decretar preventiva ou relaxamento da prisão conforme análise dos riscos processuais e da reincidência criminosa.



