No pregão realizado na terça-feira (20), o ouro registrou queda de 0,42%, encerrando a sessão em US$ 4.142,60 por onça-troy na Bolsa de Nova York, enquanto a prata avançou 1,27%, cotada a US$ 58,00 na mesma data, em movimento que refletiu a volatilidade dos mercados de metais preciosos diante da expectativa de decisão monetária do Federal Reserve e das pressões inflacionárias globais.
Contexto Institucional e Movimentações de Mercado
A análise dos dados revelou que o recuo do ouro ocorreu em sintonia com a apreciação do dólar norte-americano e o aumento dos rendimentos dos títulos públicos, reflexos da expectativa de manutenção da política monetária restritiva nos Estados Unidos, apesar da projeção de elevação dos juros em 25 pontos-base para dezembro, segundo indicadores como o FedWatch do CME Group.
O s analistas apontam que o ouro permanece sob pressão devido à ausência de catalisadores imediatos para sua valorização, mantendo-se confinado entre suporte em torno de US$ 4.050 e resistência localizada em US$ 4.230 por onça-troy, conforme observação da equipe de pesquisa da Saxo Bank, enquanto a ANZ Research destaca a redução da liquidez como fator determinante para a indecisão dos traders nesta semana.
O ouro encerrou a sessão em US$ 4.142,60 por onça-troy, registrando queda de 0,42% na Comex, enquanto a prata subiu 1,27%, atingindo US$ 58,00 na mesma data.
Repercussão Jurídica e Perspectivas Estratégicas
As declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reforçam a necessidade de cautela na condução da política monetária diante da inflação persistente e dos riscos geopolíticos globais, sinalizando que qualquer decisão futura dependerá de dados consistentes ao longo das próximas semanas.
Especialistas apontam que a combinação de juros elevados e incerteza fiscal pode limitar o apelo do ouro como ativo refugia, incentivando maior alocação em renda fixa e ações com dividendos atrativos no curto prazo.



