Trabalhadores contratados para conduzir pesquisas de intenção de voto na campanha de Luís Miranda alegam não ter recebido os pagamentos acordados, enquanto o candidato obteve apenas 3.610 votos, número considerado insuficiente para assegurar representação na Câmara Legislativa do Distrito Federal, e a equipe orientou a manipulação de declarações de apoio com a finalidade de evitar a caracterização de boca de urna.
Contexto e Execução das Pesquisas Eleitorais
A apuração revelou que freelancers contratados pela campanha de Luís Miranda, filiado ao Democratas, foram remunerados com valores que variavam entre R$ 700 e R$ 900 por tarefa específica, como a criação de grupos no WhatsApp com no mínimo 50 pessoas que declarassem apoio ao candidato, conforme previsto no contrato.
O s profissionais relataram que a equipe da campanha orientou a indução de indivíduos a afirmar apoio à Miranda mesmo sem intenção real, além de adiar o pagamento em um dia para evitar a caracterização de prática eleitoral irregular.
Luís Miranda recebeu 3.610 votos, valor considerado insuficiente para garantir mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Repercussão Legal e Desdobramentos Futuros
A Controladoria-Geral da União e o Ministério Público do Distrito Federal foram acionados para apurar indícios de fraude eleitoral e descumprimento contratual por parte da campanha.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a prática descrita configura violação ao Código Eleitoral, com possibilidade de anulação de votos e sanções administrativas ao partido.



