O União Brasil e o PP decidiram liberar seus filiados para participar do próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, marcando uma mudança de postura em relação ao posicionamento de oposição declarado anteriormente. A informação foi divulgada pelo analista político Pedro Venceslau durante o programa CNN 360º, que destacou que os partidos do Centrão buscam se aproximar da futura gestão.
Segundo o analista, o PSD foi o primeiro a iniciar esse movimento ao optar pela neutralidade no segundo turno, o que lhe daria prioridade nas negociações por espaços na Esplanada dos Ministérios. O partido de Gilberto Kassab atualmente ocupa três pastas e deseja manter pelo menos duas: Minas e Energia e Agricultura.
Alexandre Silveira, atual ministro de Minas e Energia, é bem avaliado por Lula devido à sua atuação em Minas Gerais, enquanto o deputado Antônio Brito (PSD-BA) é cotado para ocupar a terceira vaga da legenda. Já o Ministério da Pesca estaria disponível para negociação, uma vez que o PSD busca uma pasta de maior relevância.
Venceslau explicou que a liberação da Federação União Progressista não significa necessariamente um pedido de cargos, mas sim um recado de que as legendas estão dispostas a participar do governo. Os partidos devem integrar a base governista de forma independente.
O Republicanos também foi mencionado nas negociações, com destaque para a importância do Ministério de Portos e Aeroportos. O analista concluiu que Lula enfrentará dificuldades para acomodar todos os partidos do Centrão e aliados, podendo ser necessária uma engenharia política ou até mesmo a criação de novos ministérios.
