No domingo, 11 de outubro, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou o homicídio de um casal na QNM 22, em Ceilândia, por João Victor Rodrigues Alves de O liveira, vizinho das vítimas e ainda foragido da Justiça. O crime vitimou Larissa Rodrigues, 23 anos, e Alan Tons, cujas mortes foram constatadas na manhã seguinte, após diligências da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acionada por volta das 9h30. A 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) formalizou a ocorrência e iniciou investigação para apurar circunstâncias e possíveis motivações.
Contexto Institucional e Antecedentes do Crime
A investigação preliminar revela que João Victor Rodrigues Alves de O liveira residia no mesmo lote que as vítimas, com histórico de violência doméstica contra sua companheira, Larissa Rodrigues, já tendo sido detido em duas ocasiões por agressão. Segundo depoimento de testemunhas e documentos da PCDF, o casal havia intercedido em diversas ocasiões para impedir agredidas recorrentes, o que motivou ameaças explícitas do suspeito durante prisão recente. Na última detenção, ocorrida em julho, ele declarou publicamente intenção de vingança contra as testemunhas que intervinham em favor da esposa.
O crime aconteceu sem registros claros de desentendimento imediato no momento da madrugada, segundo relatos colhidos no local. O corpo das vítimas foi encontrado por equipes da PMDF durante varredura de rotina na residência da vítima, confirmando múltiplos disparos de arma de fogo que causaram óbito imediato. A PCDF mantém operações de busca intensiva na região metropolitana de Brasília para localizar o fugitivo.
João Victor Rodrigues Alves de O liveira permanece foragido após homicídio dupla em Ceilândia.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Investigação
A 15ª Delegacia de Polícia mantém o caso sob sigilo operativo enquanto busca pela identificação do paradeiro do suspeito. A PCDF acionou canais judiciais para solicitar medidas cautelares e intimar familiares para prestar depoimento. O Ministério Público do Distrito Federal já aguarda laudo pericial para avaliar grau de culpa e possíveis enquadramentos legais.
O caso deve ser encaminhado ao Judiciário com pedido de prisão preventiva devido ao risco de reincidência e ameaças à ordem pública. A população é orientada a denunciar informações via 197 com garantia de anonimato absoluto ao denunciante.



