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Economia

Gabrielli defende fim do pensamento único e apoia proposta de Lara Resende para coordenar política econômica

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 11:28
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Gabrielli defende fim do pensamento único e apoia proposta de Lara Resende para coordenar política econômica
Fatos Rápidos da Notícia
  • José Sérgio Gabrielli distribuiu texto celebrando fim do pensamento único nos debates econômicos
  • Gabrielli elogia proposta de André Lara Resende para coordenar política fiscal e monetária
  • Ministro Dario Durigan nega encontro marcado entre Lula e André Lara Resende
Resumo Editorial

O economista José Sérgio Gabrielli divulgou um texto defendendo a abertura do debate econômico no Brasil e elogiou a proposta de André Lara Resende para integrar políticas fiscal e monetária, enquanto o governo nega reunião entre Lula e o economista.

O economista José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a reeleição, distribuiu um documento de 11 páginas celebrando o fim do que chama de pensamento único nos debates econômicos e rejeitando políticas de austeridade contra o eleitor. No texto, intitulado Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027 - Poucas lições tiradas do programa eleito com o presidente Lula, Gabrielli minimiza o risco de solvência do país apesar do crescimento da dívida bruta e destaca que mais de 90% da dívida está em moeda nacional, com enormes reservas cambiais disponíveis.

Gabrielli elogia especificamente a proposta do economista André Lara Resende, formulador do Plano Real, de criar um mecanismo mais amplo que o Conselho Monetário Nacional para coordenar a política monetária e fiscal no Brasil. Segundo ele, o pior dos mundos é o conflito de objetivos entre as duas políticas no curto prazo. O texto lista propostas para ajuste fiscal sem austeridade contra o eleitor, incluindo corte nos gastos tributários, adequação das emendas parlamentares, repactuação de contratos de energia, telecomunicações e imóveis, e reforço na atuação da Receita Federal e da PGFN.

No domingo, o colunista Lauro Jardim publicou no jornal O Globo que Lula deverá se reunir com Lara Resende, gerando especulações sobre o futuro da gestão macroeconômica. À CNN, o ministro da Fazenda Dario Durigan negou que exista agenda marcada entre o presidente e o economista, afirmando que não estão discutindo nenhuma proposta de Lara Resende para levar ao presidente. Apesar da negativa, as discussões sobre o tabelamento da Selic alimentaram ruídos sobre um possível racha no PT em torno das políticas fiscais.

A ex-ministra Gleisi Hoffmann chamou o artigo de Lara Resende de fundamental para enfrentar uma ofensiva terrorista dos mercados contra a agenda fiscal do governo. Já o presidente do PT, Edinho Silva, tentou diminuir os ruídos e afirmou que apenas o ministro Dario Durigan fala em nome do governo Lula na política econômica. A proposta de Lara Resende prevê criar o CFMN com metas conjuntas para política fiscal e monetária em horizonte de quatro a cinco anos, mantendo a Selic entre 3% e aproximadamente 5,5% ao ano, com exceções autorizadas pelo conselho.

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