Em 22 de agosto, durante o Campeonato Super Pro Jiu-Jitsu em Londrina, Paraná, o lutador Juliano Di Pelli Machado aplicou o golpe ilegal 'bate-estaca', proibido pelas regras técnicas da modalidade, contra o adversário Willian Hiroyuki Masuda, provocando-lhe lesão cervical grave que resultou em fratura das vértebras C5 e C6 e permanece internado com paralisia parcial nas pernas.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A apuração jornalística confirmou que o incidente ocorreu no âmbito do torneio Super Pro Jiu-Jitsu, evento regulamentado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), onde imagens circulando nas redes sociais evidenciam a execução do movimento 'bate-estaca' — técnica que envolve arremesso da cabeça do adversário contra o tatame —, ação considerada antirregra e potencialmente lesiva por não integrar os parâmetros técnicos permitidos.
Antecedentes indicam que Machado, atleta reconhecido no cenário nacional, teria agido com imprudência ao aplicar o golpe proibido, enquanto a família de Masuda, identificado como 'Kabuto', mobilizou esforços para arrecadar 697 mil reais mediante vaquinha digital destinada aos custos médicos e reabilitação do lesionado.
O lutador permanece internado sem previsão de alta, após acumular 697 mil reais em recursos da vaquinha familiar para custos médicos.
Repercussão Legal e Positionamentos O ficiais
A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e representantes legais da família de Willian Hiroyuki Masuda estão avaliando medidas disciplinares e judiciais contra Machado, com base no artigo 5º da CBJJ, que tipifica a aplicação de golpes proibidos como infração grave passível de suspensão ou expulsão.
Machado declarou publicamente seu repúdio ao desfecho e manifestou disposição para colaborar integralmente com as investigações policiais e federais competentes, comprometendo-se a respeitar decisões judiciais enquanto acompanha o quadro clínico do atleta lesionado.



