Nesta quinta-feira (27/8), o Tribunal do Júri da Comarca de Jataí (GO) iniciará o julgamento de Diego Fonseca Borges, 30 anos, pelo crime de feminicídio contra Ielly Gabriele Alves, 26 anos, ocorrido em 4 de novembro de 2023 no Assentamento Nossa Senhora de Guadalupe, em Jataí (GO), com o vídeo da execução gravado pela própria vítima e transmitido por meio de seu celular durante conversa informal com o réu.
Contexto Institucional e Histórico da Tipificação Penal
A investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), conduzida após a localização do vídeo no celular da vítima, constatou indícios robustos de premeditação — como a permanência do agressor no local após a separação de 10 dias do casal e histórico documentado de violência doméstica —, fundamentando a alteração da tipificação inicial de homicídio para feminicídio por homicídio qualificado, previsto no art. 121, § 2º, do Código Penal Brasileiro.
O réu, Diego Fonseca Borges, enfrenta não apenas a responsabilização criminal, mas também a constatação de que o crime configurou feminicídio qualificado por motivo torpe e mediante emprego de arma de fogo, agravantes que ensejam pena mínima de 20 anos e possibilidade de reclusão até 30 anos, conforme dispõe a legislação penal vigente.
O feminicídio foi registrado em vídeo pela própria vítima Ielly Gabriele Alves, que morreu com um disparo à queima-roupa no Assentamento Nossa Senhora de Guadalupe, em Jataí (GO).
Repercussão Jurídica e Desdobramentos do Processo
A defesa de Borges alegou que manifestações da plateia durante sessões anteriores contaminaram o imparcialidade dos jurados, levando à suspensão do julgamento original previsto para dezembro de 2025, embora a Justiça tenha determinado nova data para 27/8 após análise técnica dos protocolos periciais.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) reforça que a decisão inicial de tipificar o crime como feminicídio decorreu de laudo pericial que constatou motivação fútil e conduta reiterada de violência contra a mulher.



