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Caso Porsche azul: Júri de Fernando Sastre começa nesta quarta-feira (28)

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 06:44
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Caso Porsche azul: Júri de Fernando Sastre começa nesta quarta-feira (28)
Fatos Rápidos da Notícia
  • Fernando Sastre Filho, condutor do Porsche azul que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em 2024, na zona Leste de São Paulo, vai a júri popular na manhã desta quarta-feira (28).
  • Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que bateu a cerca de 156 km/h na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O limite para a via é de 50 km/h. Ele está preso preventivamente há pelo menos dois anos.
  • O empresário responde por homicídio qualificado por "perigo comum" com dolo eventual e lesão corporal grave. A última se refere ao fato de que o estudante Marcus Vinicius Machado também ficou ferido na ocorrência. O jovem era amigo de Sastre e estava no bando de trás do carro de luxo.
Resumo Editorial

Fernando Sastre Filho, condutor do Porsche azul que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em 2024, na zona Leste de São Paulo, vai a júri popular na manhã desta quarta-feira (28).

Fernando Sastre Filho, condutor do Porsche azul que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em 2024, na zona Leste de São Paulo, vai a júri popular na manhã desta quarta-feira (28).

O julgamento ocorre a partir das 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona Oeste da capital, e tem prazo de encerramento até quinta-feira (29). A sessão será presidida pela juíza Melanie Liesenberg.

O caso que leva o empresário ao júri ocorreu na madrugada do domingo de Páscoa, no dia 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na zona Leste de São Paulo.

Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que bateu a cerca de 156 km/h na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O limite para a via é de 50 km/h. Ele está preso preventivamente há pelo menos dois anos.

O empresário responde por homicídio qualificado por "perigo comum" com dolo eventual e lesão corporal grave. A última se refere ao fato de que o estudante Marcus Vinicius Machado também ficou ferido na ocorrência. O jovem era amigo de Sastre e estava no bando de trás do carro de luxo.

Se Fernando Sastre for condenado, a pena somada pode passar de 30 anos de prisão.

Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirma que a expectativa "é de um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência".

PM viraram réus no caso

Os policiais militares que liberaram Fernado Sastre tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo. Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista foram denunciados por liberarem Fernando Sastre sem a realização do teste de bafômetro.

Segundo a denúncia, a dupla cometeu crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância

"Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal", se manifestou o Tribunal, por meio de nota.

De acordo com as últimas movimentações do processo de Sastre, Daisy pediu para não comparecer ao julgamento desta manhã. No entanto, o pedido foi indeferido.

"A requerente atuou diretamente no atendimento inicial da ocorrência e esteve no local dos fatos logo após a colisão, de modo que seu relato é relevante para a formação da convicção dos jurados", destaca a decisão.

Relembre caso

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, estava em uma festa “Open Bar”, na Zona Leste de São Paulo, antes de causar o acidente, em 31 de março de 2024, que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana.

Na época, a CNN Brasil apurou que Fernando negou durante o depoimento ter ingerido bebidas alcoólicas ou ter usado drogas. Sastre disse que perdeu a consciência após a colisão do carro e quando retomou, estava deitado na rua.

Uma das testemunhas ouvidas pela polícia informou que logo após o acidente parou o veículo para socorrer as vítimas. Ela relatou aos policiais que Fernando aparentava sinais de embriaguez e cambaleava, além de apresentar uma voz “pastosa” sem saber o que estava acontecendo.

A testemunha também contou que os momentos que sucederam o acidente foram marcados por discussões e pela tentativa de tirar os ocupantes do Porsche do local.

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