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Economia

Banco Central mantém Selic em 13,75% e Loyola cita cenário fiscal e macroeconômico como fatores de risco

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 20:25
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Banco Central mantém Selic em 13,75% e Loyola cita cenário fiscal e macroeconômico como fatores de risco
Fatos Rápidos da Notícia
  • Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano
  • Expectativas de inflação e câmbio pioraram segundo pesquisa Focus
  • Política fiscal e indefinição sobre o Ministério da Fazenda são pontos de atenção
Resumo Editorial

O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola avaliou a decisão da autoridade monetária de interromper o ciclo de cortes nos juros, atribuindo a manutenção da taxa a expectativas deterioradas de inflação e câmbio, além de incertezas sobre a política fiscal e o futuro do Ministério da Fazenda.

O Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, encerrando o ciclo de cortes que havia reduzido os juros a partir de 15%. A medida, esperada pelo mercado financeiro, foi considerada adequada pelo ex-presidente da instituição Gustavo Loyola, diante da piora das perspectivas para o cenário macroeconômico.

Em entrevista ao CNN Money, Loyola explicou que a interrupção dos cortes se deve principalmente à deterioração das expectativas relacionadas ao câmbio e à inflação, movimento já registrado na pesquisa Focus. Ele alertou que qualquer sinal de fraqueza do Banco Central poderia desancorar ainda mais as expectativas inflacionárias, o que seria prejudicial para a política monetária.

O economista apontou o petróleo e a energia como fatores de atenção, pois seus preços dependem de condições externas difíceis de prever. No cenário doméstico, destacou que a política fiscal está entre as principais preocupações do mercado, especialmente pela indefinição sobre quem assumirá o Ministério da Fazenda e pela falta de visão sobre a melhora na condução das contas públicas.

Loyola ressaltou que, sem um plano claro para estabilizar a dívida pública em relação ao PIB, as expectativas devem continuar pressionadas, dificultando uma redução mais consistente dos juros. Para ele, a taxa Selic elevada é consequência das incertezas fiscais e macroeconômicas, e não uma decisão isolada do Banco Central.

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