Na noite de quinta-feira (24), Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição, realizou agenda de campanha em Maceió, capital de Alagoas, onde criticou veementemente a política de remunerações elevadas de jogadores em clubes como o Corinthians, questionando a viabilidade econômica dessas estruturas diante da necessidade de regulamentação das apostas esportivas no país.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O presidente fez as afirmações durante discurso direcionado ao tema da proibição das apostas esportivas, ao afirmar que clubes alegam que torcedores precisam se envolver em jogos caros para bancar salários elevados dos atletas, posição que considerou absurda e desproporcional.
Lula destacou que jogadores da Série B recebem mais de R$ 200 mil mensais, enquanto o Corinthians desembolsou R$ 6 milhões por mês a um atleta sem gols e R$ 250 mil em aluguel residencial, além de ter concedido ao mesmo jogador auxílio-moradia de R$ 250 mil até agosto de 2024, conforme revelado durante sua crítica à lógica financeira do futebol brasileiro.
Jogador do Corinthians recebia auxílio-moradia de R$ 250 mil mensais no Rosewood até agosto de 2024.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
As declarações do presidente geraram reação imediata do Corinthians, que informou que Memphis Depay, citado indiretamente por Lula, aceitou renúncia ao auxílio-moradia após renovação contratual válida até julho de 2028, embora o clube não tenha confirmado publicamente os valores exatos previstos em seu contrato.
Especialistas em economia esportiva apontam que a pressão por contenção de gastos em clubes como o Corinthians pode contribuir para maior sustentabilidade financeira do futebol nacional, sobretudo num cenário de crise de dívidas com a Caixa Econômica Federal relacionada ao estádio Neo Química Arena.



