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Novos saberes aos 50: cresce presença de pessoas mais velhas nas faculdades

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 55 min
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Novos saberes aos 50: cresce presença de pessoas mais velhas nas faculdades
Fatos Rápidos da Notícia
  • A ideia de voltar a estudar depois dos 60 anos pode parecer distante para alguns estudantes devido ao tempo longe das salas de aula e às dificuldades ligadas à tecnologia. Mas dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que o número de pessoas com 50 anos ou mais que ingressaram no ensino superior brasileiro passou de 58,4 mil, em 2015, para 211,2 mil, em 2024, um crescimento de 262% na década.
  • Entre os cuidados com a casa, a família e os netos, que começaram a ir para a escola, o sentimento de não ter mais atividades para fazer e a busca por ressignificar essa nova fase da vida levaram a tecnóloga em Segurança da Informação Anne Maria Alencar, de 63 anos, a voltar para dentro de uma sala de aula.
  • Ao Metrópoles, ela contou que fez a primeira faculdade nos anos 1980 e que o curso escolhido foi Psicologia, em uma instituição particular, mas não conseguiu concluí-lo devido à maternidade na época.
Resumo Editorial

A ideia de voltar a estudar depois dos 60 anos pode parecer distante para alguns estudantes devido ao tempo longe das salas de aula e às dificuldades ligadas à tecnologia. Mas dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que o número de pessoas com 50 anos ou mais que ingressaram no ensino superior brasileiro passou de 58,4 mil, em 2015, para 211,2 mil, em 2024, um crescimento de 262% na década.

A ideia de voltar a estudar depois dos 60 anos pode parecer distante para alguns estudantes devido ao tempo longe das salas de aula e às dificuldades ligadas à tecnologia. Mas dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que o número de pessoas com 50 anos ou mais que ingressaram no ensino superior brasileiro passou de 58,4 mil, em 2015, para 211,2 mil, em 2024, um crescimento de 262% na década.

Entre os cuidados com a casa, a família e os netos, que começaram a ir para a escola, o sentimento de não ter mais atividades para fazer e a busca por ressignificar essa nova fase da vida levaram a tecnóloga em Segurança da Informação Anne Maria Alencar, de 63 anos, a voltar para dentro de uma sala de aula.

Ao Metrópoles, ela contou que fez a primeira faculdade nos anos 1980 e que o curso escolhido foi Psicologia, em uma instituição particular, mas não conseguiu concluí-lo devido à maternidade na época.

“Depois, com as filhas crescidas, eu fiz Tecnologia em Segurança da Informação. Mudei totalmente para a área de informática, que eu amava. [Depois] me aposentei e não tinha mais nada que fazer. Os netos cresceram, e eu fiquei tomando conta deles durante um tempo. Quando foram para a escola, fiquei sem fazer nada”, disse.

No segundo semestre de 2024, ela decidiu fazer o vestibular 60+ da Universidade de Brasília (UnB), um processo seletivo para vagas extraordinárias destinadas a pessoas idosas.

Anne conta que ficou sabendo por acaso da existência da prova e comentou com a filha, que a incentivou a participar do processo seletivo. Ela foi surpreendida com a notícia que transformaria sua vida: havia passado para o curso de Antropologia, no campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte (DF), no período vespertino.

“Eu resolvi fazer porque estava em casa cuidando dos netos, aí de repente os netos foram para escola e eu fiquei sozinha sem fazer nada, já não estou mais trabalhando. A minha profissão é tecnóloga na segurança de informação, mas não estou mais trabalhando. Eu senti necessidade de fazer alguma coisa. Ficar em casa só de perna pro ar não não tava me satisfazendo”, disse Anne.

“Eu resolvi fazer porque estava em casa cuidando dos netos, aí de repente os netos foram para escola e eu fiquei sozinha sem fazer nada, já não estou mais trabalhando. A minha profissão é tecnóloga na segurança de informação, mas não estou mais trabalhando. Eu senti necessidade de fazer alguma coisa. Ficar em casa só de perna pro ar não não tava me satisfazendo”, disse Anne.

Quase dois anos após passar no vestibular, Anne conta que a sala de aula que divide com os colegas é bastante diversificada e reúne estudantes de todas as idades, desde os mais novos, de 17 anos, até os mais velhos, com até 70 anos.

“Eu estou amando estar na UnB, vendo toda a movimentação, convivendo tanto com pessoas da minha idade, como pessoas muito mais jovens. E essa interação dá um gás muito grande”, contou.

Segundo ela, apesar de ter passado em Antropologia, mudou de curso para Estudos Latino-Americanos, uma das áreas que também chamaram sua atenção. Após concluir os estudos nessa área, porém, pretende voltar e terminar Antropologia.

“No meu primeiro semestre, a turma era muito grande, e eu fiquei encantada com a possibilidade de ter ali o pessoal de 17, 18 anos, bem jovens mesmo. Nossa, foi ótimo e tá sendo ótimo. Eu não vejo assim nenhum preconceito, eu nunca passei por nenhuma situação de preconceito. Eu sempre fui muito bem tratada”, disse.

“No meu primeiro semestre, a turma era muito grande, e eu fiquei encantada com a possibilidade de ter ali o pessoal de 17, 18 anos, bem jovens mesmo. Nossa, foi ótimo e tá sendo ótimo. Eu não vejo assim nenhum preconceito, eu nunca passei por nenhuma situação de preconceito. Eu sempre fui muito bem tratada”, disse.

“A gente conversa de colega para colega, numa situação respeitosa. E eu acho que é assim, pelo menos com as pessoas que eu convivo, eu nunca vi ninguém reclamar de nada, assim, sobre maus tratos e preconceitos e coisas desse tipo. É uma relação muito boa”, acrescentou.

Em relação aos desafios enfrentados, Anne afirma que são grandes, mas não são exclusivos dos idosos, e sim de todos os estudantes. Entre eles, está a infraestrutura das salas de aula, que deixa a desejar, com ambientes quentes e desconfortáveis.

“Tem essa essa coisa do idoso sentir mais dores. Por exemplo, eu tenho problema de coluna e algumas matérias que funcionam em auditórios são horríveis. [Os auditórios] são muito desconfortáveis”, disse.

Apesar dessas situações, Anne afirma que a experiência de voltar à sala de aula compensa todos os desafios que enfrenta e que sua vida mudou muito desde que entrou na UnB.

“Eu estou com muito mais ânimo. Saber de coisas que eu não imaginava saber, estudar a história da América Latina, estudar o Brasil, estudar os governos. Isso tudo dá uma vida nova para a gente. A gente se sente útil, se sente pertencente e o nosso pertencimento é muito bom”, afirmou.

Segundo a diretora do Centro Universitário de Brasília (Ceub), Simone Espinosa, a sociedade tem passado a enxergar a educação formal de maneira diferente, sem associá-la exclusivamente a uma determinada faixa etária.

“A educação superior, ela precisa, né, na minha concepção, mas acho que é bem dentro do que vem acontecendo, deixar de estar vinculada a uma etapa do início da vida adulta dos estudantes. Acho que numa sociedade onde as pessoas vivem mais, que é o que tá aí nas pesquisas, a gente tem visto, aprender ao longo da vida faz todo sentido. Até porque essas pessoas, elas já têm um repertório, já têm um conhecimento prévio”, disse Simone.

Em relação aos desafios enfrentados por quem retorna à universidade depois dos 50 anos, ela avalia que as dificuldades são semelhantes às vividas por quem acabou de sair do ensino médio.

“Alguém que saiu do ensino médio, lá ele tem uma rotina, onde ele tem apoio, onde o pessoal mais ou menos pega na mão e tal. Quando ele chega no ensino superior, e aí você muito jovem viveu isso, tem toda autonomia, independência, e é você que precisa se organizar”, explicou.

Apesar das dificuldades de adaptação, Simone afirma que as pessoas têm percebido que vale a pena voltar a estudar ou iniciar uma graduação para adquirir conhecimentos que permanecem ao longo da vida.

A vontade de retomar a vida acadêmica e adquirir novos conhecimentos, somada ao incentivo dos filhos, também faz parte da história de Maurício Ferreira Leite, de 67 anos.

Já formado em Análise de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciências da Comunicação e Tecnologia de Rede, ele decidiu participar do vestibular 60+ da UnB após os três filhos, que também estudaram na universidade, contarem sobre a seleção e o incentivarem a fazer a prova.

Maurício participou da primeira edição do Vestibular 60+ da UnB, que teve início no 1º semestre de 2024. Na primeira tentativa, ele tentou se aplicar para o curso de Psicologia, mas devido a existência de só uma vaga, ele não conseguiu passar. No entanto, a aprovação em Ciência Econômica veio alguns meses depois na segunda edição da prova.

“Além de voltar à vida acadêmica, o que me incentivou muito foi a questão de acumular e reciclar o conhecimento para aplicar exatamente no meu trabalho, que eu como gestor de risco, eu trabalho muito nessa área financeira, então eu preciso saber como é que tá a economia do país, a política, o social e enfim, preciso me inteirar e me reciclar. Eu aproveitei, juntei o incentivo da família e a necessidade de aplicar no meu trabalho”, disse.

“Além de voltar à vida acadêmica, o que me incentivou muito foi a questão de acumular e reciclar o conhecimento para aplicar exatamente no meu trabalho, que eu como gestor de risco, eu trabalho muito nessa área financeira, então eu preciso saber como é que tá a economia do país, a política, o social e enfim, preciso me inteirar e me reciclar. Eu aproveitei, juntei o incentivo da família e a necessidade de aplicar no meu trabalho”, disse.

Maurício conta que pretende fazer uma dupla diplomação na UnB em Psicologia, modalidade que permite ao estudante cursar uma segunda graduação após concluir o curso de ingresso primário.

“Daqui um tempo eu vou solicitar uma uma dupla graduação em psicologia e já estou eliminando algumas matérias. O propósito principal é não ficar parado, é ativar a mente, ativar o corpo, enfim, é fazer tudo que eu puder enquanto a saúde me permitir para poder me desenvolver mais e poder aprender mais e ter mais conhecimento e compartilhar isso com outras pessoas”, afirmou.

Mesmo com a rotina intensa, que inclui os estudos, o trabalho durante o dia inteiro e as responsabilidades familiares, Maurício afirma que tem aprendido e se desenvolvido cada vez mais. Segundo ele, os conhecimentos adquiridos na universidade também ampliam sua bagagem profissional e contribuem para o trabalho com contratos.

O estudante, no entanto, reconhece que voltar a estudar exige dedicação, principalmente diante do volume de leituras e da necessidade de memorizar conteúdos para as avaliações.

“O desafio maior é como eu consigo conciliar esse tempo que eu preciso para assimilar todo o conhecimento e ao mesmo tempo colocar em prática. Então esse é um desafio muito grande, porque eu não tenho mais do que 24 horas no dia. É difícil você assimilar essas coisas e com o físico da gente mais limitado, com a mente mais limitada, mais desgastada, isso aí dificulta um pouco”, disse.

Sobre a convivência com os estudantes mais jovens, Maurício afirma que mantém uma relação próxima com os colegas e que é bem tratado no ambiente acadêmico.

“Não tem nenhum tipo de etarismo, seja lá o que for, é que é esse o propósito, inclusive, do programa 60 mais da UnB, dá oportunidade para as pessoas mais idosas aa aproveitar esse momento da vida e ser inserido numa geração diferente da que a gente fez quando estávamos estudando, quando estávamos na vida acadêmica antes”, disse.

Para Maurício, a interação com os mais jovens também se estende às redes sociais. Ele mantém o perfil @idosonaunb, que reúne mais de 10 mil seguidores, onde compartilha a rotina na universidade e conversa com estudantes de diferentes cursos.

“Eu coloco lá meu dia a dia, às vezes converso com alguns jovens, pergunto como é que eles estão se sentindo. Visito outras áreas que não só as de exatas, mas visito faculdade de direito, faculdade de saúde e medicina. Eu vou em todas. O povo me convida, eu vou lá, faço um videozinho, faço uma entrevistinha com o jovem e público e o pessoal gostou”, contou.

Além de dividir a rotina acadêmica com os seguidores, Maurício afirma que a entrada na UnB transformou sua vida e também tem servido de exemplo para familiares que desejam retomar os estudos.

“Eu acho que a gente não pode ficar um uma pessoa inerte dentro de casa, mesmo depois de aposentar. Tem dois anos que me aposentei e eu não consigo ficar parado. Eu quero uma vida ativa até o último suspiro e vou continuar tendo essa vida ativa. [Entrar na UnB] deu uma mudança porque reanimou toda a minha vida”, afirmou.

A economista aposentada Maria Lúcia Leite, de 74 anos, decidiu voltar a estudar para ajudar familiares e ressignificar o sentido da própria vida. Atualmente, ela cursa Psicologia no Centro Universitário de Brasília (Ceub), no período vespertino, e pretende usar os conhecimentos adquiridos para trabalhar com motivação e qualidade de vida.

A economista aposentada Maria Lúcia Leite, de 74 anos

A economista aposentada Maria Lúcia Leite, de 74 anos

A economista aposentada Maria Lúcia Leite, de 74 anos

“Eu fiquei curiosa pra descobrir como acontece dentro da cabeça das pessoas as decisões. Os sentimentos, as emoções. Quando eu vim, comecei a fazer filosofia, antropologia, epistemologia. É um encantamento que a gente tem. Fiquei apaixonada”, disse Maria.

A vontade de aprender também está relacionada à forma como ela enxerga a vida e o envelhecimento. Para a estudante, continuar frequentando a faculdade é uma maneira de aproveitar o tempo, manter a mente ativa e adquirir novos conhecimentos.

“A única certeza que a gente tem na vida é que a gente vai morrer. Então, eu quero aprender alguma coisa. Eu gosto de ler, sempre gostei de estudar. Uma coisa que eu gosto, eu me sinto bem. Estou com saúde, eu não tô com dor nenhuma. Estou com a cognição boa, a memória funcionando”, afirmou.

Maria Lúcia conta que foi bem recebida pela maioria dos estudantes quando chegou à faculdade. No início, os colegas demonstravam curiosidade com a presença dela, mas, com o tempo, a convivência se tornou mais próxima, dentro e fora da sala de aula. Além da convivência, ela conta com o apoio dos colegas para lidar com ferramentas tecnológicas usadas no ambiente acadêmico .

“Quando eu preciso de ajuda, eu não não deixo de pedir ajuda deles com o celular, com a plataforma do EAD, as disciplinas. Com baixar um arquivo, fazer uma reunião no Google Meet. Eu ainda não aprendi direito como fazer reunião com a câmera aberta. E esse tipo de coisa. Esses detalhezinhos que a gente tem que se atualizar na tecnologia”, relatou.

Ao falar sobre as mudanças desde que voltou a estudar, Maria Lúcia descreve a experiência como uma oportunidade de recuperar o ânimo, descobrir novas possibilidades e reconhecer a própria capacidade de aprender.

“Foi um desabrochar. Florescer, que a gente fala às vezes. Fazer uma intervenção de florescimento. Foi um, sabe, um novo sopro na minha vida. Me deu coragem. Me deu ânimo.Me deu perspectiva de vida. De fazer alguma coisa interessante. De aprender mesmo.O aprendizado mesmo é muito bom. Sabe? Pra quem gosta de estudar, ter certeza que você venceu aquele desafio. Que você ainda tem capacidade, você não está enferrujada e tá funcionando. É muito bom”, afirmou.

“Foi um desabrochar. Florescer, que a gente fala às vezes. Fazer uma intervenção de florescimento. Foi um, sabe, um novo sopro na minha vida. Me deu coragem. Me deu ânimo.Me deu perspectiva de vida. De fazer alguma coisa interessante. De aprender mesmo.O aprendizado mesmo é muito bom. Sabe? Pra quem gosta de estudar, ter certeza que você venceu aquele desafio. Que você ainda tem capacidade, você não está enferrujada e tá funcionando. É muito bom”, afirmou.

Para ela, o aprendizado desperta o interesse por novos assuntos e estimula a continuar avançando. A convivência com os jovens e o contato com diferentes temas também fazem parte dessa transformação.

“Você poder aprender e verificar que quanto mais você aprende, mais você vai interagindo com a nova tecnologia, com os jovens, com os temas, com os assuntos, com as disciplinas, cada vez você vai querendo mais. Aquilo vira um ciclo virtuoso, não é vicioso? Virtuoso. De você querer progredir, melhorar e querer aprender mais”, disse.

Também foi na Psicologia que o jornalista Luciano Demetrius, de 58 anos, encontrou uma nova motivação profissional. Apesar de ter sido aprovado no curso em 2014, ele adiou a matrícula e só decidiu voltar à universidade em 2019, quando recebeu um e-mail sobre a possibilidade de continuar a graduação no Ceub.

O jornalista Luciano Demetrius, de 58 anos

O jornalista Luciano Demetrius, de 58 anos

O jornalista Luciano Demetrius, de 58 anos

O jornalista Luciano Demetrius, de 58 anos

Luciano conta que a escolha pelo curso aconteceu de forma inesperada. Na época em que fez o vestibular, Psicologia não era sua primeira opção, mas ele acabou sendo aprovado e, anos depois, decidiu dar uma chance à graduação.

Ao voltar a estudar, aos 51 anos, o jornalista teve receio de ser muito mais velho que os colegas. No entanto, a preocupação deu lugar a uma experiência positiva, já que a turma reunia estudantes de diferentes idades e formações, o que tornou a convivência e a troca de experiências mais interessantes.

Durante a graduação, Luciano também se interessou pela terapia do luto. A abordagem chamou sua atenção por tratar de diferentes tipos de perda, que vão além da morte de uma pessoa e incluem o fim de relacionamentos, mudanças de cidade, perda de emprego e até a morte de animais de estimação.

“Chegou um momento que eu disse: ‘Vou ter que escolher uma abordagem, mas eu não quero forçar barra’. Terapia do luto me chamou muita atenção, porque ela não é só terapia do luto convencional, mas, é perda de relacionamento, de cidade, de emprego e de pet”, explicou.

O interesse pelo tema também se relaciona às perdas que Luciano enfrentou ao longo da vida. Em 2014, ele perdeu o pai. Já em maio de 2020, durante a pandemia de Covid-19, perdeu a mãe, que morava em Curitiba.

A morte da mãe o fez pensar em interromper a graduação, mas devido ao apoio que recebeu de professores e pessoas próximas, ele decidiu continuar os estudos, mas reduziu a quantidade de disciplinas.

“Eu achava que eu ia parar de estudar, mas consegui me equilibrar com as outras disciplinas do semestre. A melhor coisa nesse curso, foi ganhar um conhecimento novo. Uma coisa seria eu estudar pegar um livro sobre psicologia enquanto jornalista porque eu vinha com uma pauta pronta em mim, mas a faculdade começou a melhorar o meu desempenho e o meu interesse no dia a dia também”, disse Luciano.

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