Na manhã de segunda‑feira, 28 de setembro, o aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, reiterou que as chamadas "potências hegemônicas agressivas" imploram pela cessação dos conflitos no O riente Médio, em comunicado veiculado pela agência estatal iraniana exatamente no sétimo mês da guerra em curso.
Contexto Histórico e Institucional da Declaração
A cerimônia da Semana da Defesa Sagrada, que comemora o fim da Guerra Irã‑Iraque (1980‑1988), serviu de pano de fundo para o discurso do aiatolá, que relembrou a resiliência iraniana pós‑conflito e afirmou ter emergido mais forte do que antes, ao mesmo tempo em que assinalava o segundo aniversário da morte de Saayid Hassan Nasrallah, ex‑secretário‑geral do Hezbollah.
A apuração confirma que a declaração foi proferida durante discurso oficial na capital Teerã, acompanhada por referências ao suposto desaparecimento de Mojtaba Khamanei, eleito líder supremo em março após o assassinato de seu pai Ali Khamenei, fato ainda não confirmado pelas autoridades iranianas.
Khamenei afirmou que o Irã emergiu mais forte que antes da guerra, reforçando sua narrativa de resistência.
Repercussão Diplomática e Legal
As negociações entre Estados Unidos e Irã permanecem congeladas desde junho, após o colapso de um acordo provisório que previa cessar‑fogo; a crise intensificou‑se com ataques a navios no Estreito de O rmuz e com a retenção de jornalistas iranianos impedidos de viajar à Nova York para a 78ª Assembleia Geral da O NU.
Enquanto Teerã insiste na sua condição de vítima e acusa Washington de ataques "covardes", os Estados Unidos anunciaram a liberação de vistos para iranianos participarem da reunião da O NU, sinalizando uma possível abertura diplomática apesar do impasse.



