O ex-presidente Jair Bolsonaro negou, nesta segunda-feira (7/8), a utilização de recursos arrecadados via Pix para repasses a familiares e terceiros, totalizando R$ 17 milhões, durante campanha destinada ao pagamento de multas estaduais relacionadas ao descumprimento de protocolos sanitários durante a pandemia.
Apuração do Coaf e Contextualização dos Repasses Financeiros
Conforme evidências obtidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), identificou-se que Jair Bolsonaro realizou repasses somando R$ 56 mil a Michele Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, todos ocorridos no período de janeiro a junho, anterior à efetivação da vaquinha digital.
A movimentação financeira levantou questionamentos sobre possível uso indevido de verbas destinadas à campanha, especialmente diante da investigação da CPI dos ataques de 8 de janeiro, que já solicita à Procuradoria-Geral da República o apuramento sobre possíveis ligações entre esses recursos e os atos violentos.
O ex-presidente afirmou que os pagamentos foram feitos em parcelas mensais de aproximadamente R$ 13 mil para o aluguel do imóvel onde residia Leda Crivelatti.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A CPI dos ataques de 8 de janeiro formalizou pedido à Procuradoria-Geral da República para investigar eventuais conexões entre os repasses identified by the Coaf and the financing of the January 8 incidents, com base em comunicações internas envolvendo Mauro Cid.
Enquanto isso, Bolsonaro reiterou sua versão dos fatos em rede social, defendendo que os valores foram utilizados para despesas familiares e apostas esportivas, sem vínculo com atividades ilícitas ou atos antidemocráticos.
R$ 56 mil para ela em seis meses? }



