Na manhã de sexta‑feira, 18 de setembro, o Ministério Público de Santa Catarina e a Polícia Federal desvelaram, em operação coordenada conhecida como Linha O culta, o envolvimento de um agente penitenciário e de um vigilante terceirizado no Complexo Prisional de Florianópolis com a facilitação do tráfico clandestino de drogas, celulares e outros bens proibidos dentro do estabelecimento penal.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às O rganizações Criminosas (Gaeco) do MPSC revelaram que o esquema estruturado mantido pelos suspeitos visava favorecer detentos vinculados a uma organização criminosa que opera tanto dentro quanto fora do sistema prisional, permitindo a entrada e a distribuição de estupefacientes, dispositivos eletrônicos e medicamentos ilícitos.
Antecedentes recentes indicam que o Gaeco já havia identificado canais clandestinos de comunicação criados por meio da introdução irregular de aparelhos celulares nos estabelecimentos prisionais, prática que possibilitou a coordenação de atividades ilícitas e a consecuente "rachadinha" entre os agentes prisionais e os grupos organizados.
O valor total das malas apreendidas durante a operação superou os R$ 1 milhão, evidenciando a magnitude do desvio.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A decisão judicial que determinou o afastamento cautelar dos dois investigados por 90 dias reforça a gravidade da prática e sinaliza ao conjunto do sistema prisional a adoção de medidas disciplinares rigorosas para coibir o envolvimento institucional com o crime organizado.
Especialistas apontam que o desmantelamento do esquema pode desencadear novas investigações sobre a rede de fornecedores externos e sobre eventuais omissões na fiscalização interna das unidades prisionais, demandando maior transparência e reforço nos protocolos de segurança.



