Em comparação com o segundo turno de 2022, quando Jair Bolsonaro obteve 1.041.331 votos (58,81% dos válidos) no Distrito Federal, o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 979.542 votos (54,28%) em 2026. A diferença representa uma perda de 61.789 votos e um recuo de 4,53 pontos percentuais na preferência do eleitorado brasiliense.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, passou de 729.295 votos (41,19%) em 2022 para 825.224 votos (45,72%) em 2026, ganhando 95.929 novos eleitores na capital. No primeiro turno de 2026, Lula já havia crescido para 675.627 votos (38,11%), reduzindo a vantagem do lado oposto.
O analista político e advogado Melillo Dinis afirma que o movimento reflete mobilização, voto de centro e voto pragmático, além de resistência ao candidato da direita. Segundo ele, a transferência eleitoral não funciona como herança e há limites na capacidade de Flávio reproduzir a votação paterna.
O especialista pontua ainda que o presidente reeleito repetiu vitórias apenas nas Zonas Eleitorais das Asas Sul e Norte no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro venceu em todas as outras ZEs da capital, incluindo Taguatinga e Samambaia.
Apesar do avanço petista, o analista ressalta que o DF segue majoritariamente conservador e que o crescimento é um sinal, não uma tendência consolidada para o futuro.



