Na terça-feira (13), o Papa Leão XIV, de 71 anos, foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, para realizar cirurgia de retirada de nódulo pulmonar e de linfonodos, procedimento que trará consigo um afastamento das atividades papais até 20 de outubro, conforme comunicado oficial do Vaticano.
Contexto Institucional e Procedimentos Médicos da Cirurgia
O pontífice chegou ao centro de saúde romano às 9h45, sendo recebido por uma comitiva reduzida que o acompanhou desde a saída do Palácio Apostólico; durante a manhã, o Papa acenou calmamente à pequena multidão reunida nas escadarias da entrada do Gemelli, antes de ser conduzido ao centro cirúrgico sob estrita supervisão da equipe médica do Vaticano em parceria com o Instituto Europeu de O ncologia de Milão.
A descoberta do nódulo pulmonar foi anunciada pelo próprio Leão XIV no domingo (12), durante audiência privada com o cardeal Kikuchi Tsutomu, após exames de rotina revelarem uma pequena alteração no tecido pulmonar; a decisão de operar foi tomada com base na recomendação dos médicos, que destacam a possibilidade de tratamento definitivo caso os linfonodos analisados não evidenciem comprometimento avançado da doença.
O nódulo pulmonar identificado mede menos de três centímetros e sua remoção imediata aumenta significativamente as chances de recuperação total do Papa Leão XIV.
Repercussão Jurídica e Desafios Logísticos para a Agenda Internacional
O Vaticano confirmou que o período de internação será mínimo de sete dias, o que implica suspensão imediata das audiências papais programadas até 20 de outubro, data que marca a retomada das atividades oficiais após o repouso médico obrigatório do Sumo Pontífice.
A viagem planejada ao continente sul-americano entre 6 e 17 de novembro permanece condicionada à evolução clínica pós-operatória, já que especialistas alertam para a necessidade de evitar deslocamentos aéreos por três semanas após cirurgias torácicas para prevenir complicações hemorrágicas ou embólicas.



