Derrotado com 21.411 votos (0,09% dos válidos) na eleição para deputado federal por São Paulo, o padre Kelmon recorreu às redes sociais para solicitar doações que viabilizariam sua mobilização em suporte à chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, prevendo despesas com passagens aéreas, ônibus e alimentação até o pleito eleitoral.
Contexto da Campanha e Investigação Judicial
A apuração revelou que o sacerdote, após o fracasso na urna com votação inferior a 0,1% do total apurado em São Paulo, utilizou publicações nas redes sociais para angariar recursos financeiros destinados à realização de atos de campanha em diversos estados, com foco na articulação de lideranças religiosas em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
Antecedentes indicam que essa iniciativa ocorreu em paralelo à tentativa de barrar manifestações de apoio ao presidente Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde uma ação judicial foi movida com pedido de liminar para impedir shows e atos que configurassem propaganda indireta à candidatura do ex-presidente.
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Repercussão Jurídica e Estratégia Política.
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A decisão liminar concedida pelo TSE restringe a realização de eventos com clara orientação política a favor de Lula, sob pena de multa e cancelamento de credenciamento junto ao órgão eleitoral, reforçando o caráter inequívoco da jurisprudência sobre propaganda eleitoral antecipada., Especialistas apontam que a movimentação de Kelmon, ao buscar apoio religioso para Flávio Bolsonaro, evidencia estratégia de base que articula redes faith-based com agendas políticas conservadoras, sinalizando um novo capítulo na polarização eleitoral brasileira.
"Movimentação religiosa para viabilizar Flávio Bolsonaro mobiliza recursos e desafia limites legais da propaganda eleitoral no país"
Limite legal para realização de atos de campanha é fixado até o dia da eleição; ultrapassar o prazo implica multa e anulação de credenciamento\).



