Nesta terça-feira (8/9), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em medida cautelar que visa preservar a integridade das investigações do caso Master, contexto essencial para a apuração de crimes financeiros e lavagem de ativos envolvendo altos escalões da administração pública.
Contexto Institucional e Legitimidade do Parecer Judicial
A decisão foi fundamentada em alegações de possível impedância ou parcialidade no comando da instituição sob Andrei Rodrigues, após denúncias que apontavam para condutas irregulares na condução das investigações do caso Master, cujas apurações já identificaram indícios de movimentação de recursos ilícitos vinculados a esquemas de corrupção em âmbito nacional.
As investigações do caso Master, conduzidas pela Polícia Federal desde 2021, revelaram movimentações superiores a R$ 150 milhões em contas suspeitas, com foco em políticos e empresários de alto nível, gerando pressão institucional para garantir a isonomia e a imparcialidade dos procedimentos policiais.
O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal ocorre em um momento crítico das investigações que já identificaram mais de R$ 150 milhões em movimentações suspeitas no caso Master.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Imediatos
A nomeação do substituto, o delegado Fabiano Silva, já havia sido aprovada internamente pela diretoria da PF, mas aguardava formalização judicial; sua posse deve ocorrer ainda esta semana, enquanto o STF determinou que a chefia interina seja exercida por um subdiretor da instituição para evitar lacunas operacionais.
O ministro André Mendonça ressaltou que a medida foi tomada com base no dever de preservação da ordem institucional e na necessidade de evitar qualquer risco à continuidade das investigações que podem implicar figuras de relevância nacional.



