Na próxima legislatura, a Câmara dos Deputados contará com 109 mulheres, representando 21% das 513 cadeiras, enquanto o Senado terá 18 senadoras, ou 22,2% das 81 vagas, consolidando o maior número absoluto de parlamentares femininos da história do Congresso Nacional.
Avanço Histórico e Contexto Legislativo da Representação Feminina
De acordo com levantamento da Agência Brasil, a composição feminina na Câmara aumentará em 19 parlamentares em relação à legislatura atual, que conta com 90 mulheres, totalizando 109 deputadas federais após as eleições de 2026. Esse ganho ocorre em um cenário de redução no número de candidatas mulheres, que recuou de 3.317 em 2022 para 2.820 neste ano, evidenciando uma mudança qualitativa na trajetória de participação política.
O avanço significativo na representação feminina, entretanto, permanece aquém do patamar da igualdade plena, já que o percentual de mulheres no Congresso Nacional ainda não atinge um quarto das cadeiras totais, reforçando a persistência de desigualdades estruturais na política brasileira.
O Congresso Nacional registra a maior bancada feminina da história, com 127 mulheres entre a Câmara e o Senado, embora ainda representem menos de 25% das cadeiras.
Repercussão Legal e Desafios para a Igualdade Política
Autoridades e órgãos de defesa dos direitos das mulheres celebraram o recorde histórico como avanço simbólico, mas alertaram que a mera presença numérica não garante a efetivação de pautas de gênero ou a superação de barreiras institucionais que ainda limitam a participação plena das mulheres na política.
Analistas apontam que a próxima legislatura exigirá compromisso com políticas públicas de cotas, financiamento de campanha e combate ao sexismo institucional para que a representação feminina se traduza em poder decisório efetivo.



