No âmbito da mobilização nacional para a revitalização do espaço público urbano, o conceito de mídia regenerativa, idealizado pelo setor publicitário, tem ganhado destaque por articular a publicidade com iniciativas de melhoria de infraestrutura e segurança nas cidades, como evidenciado pela entrevista do CEO da O OH Brasil, Felipe Davis, ao, onde ele destacou que a iniciativa visa transformar a relação entre marcas e municípios ao direcionar recursos da publicidade para ações concretas de cuidado com calçadas, iluminação e ordenamento do espaço comum.
Contexto Institucional e Histórico da Medida Regenerativa
A pesquisa realizada em São Paulo pela Qualibest revelou que, embora 93% da população apoiem a Lei Cidade Limpa — que completa 20 anos em 23 de setembro —, mais de 50% dos entrevistados reconhecem a persistência de desordem visual urbana na cidade, manifestada por excesso de veículos, degradação de praças, lixo e pichações, indicando uma discrepância entre aprovação normativa e percepção cotidiana dos cidadãos.
O CEO da O OH Brasil, Felipe Davis, explicou que a mídia regenerativa representa uma evolução do modelo tradicional de publicidade ao instituir um pacto simbólico e material entre anunciantes e prefeituras, no qual as marcas financiam projetos de recuperação urbana — como a revitalização do Bulevar São João, em São Paulo — em troca de exposição publicitária vinculada a melhorias tangíveis no espaço público, como a construção de praças para animais de estimação e a restauração de edifícios com arquitetura preservada e jardins verticais naturais.
Mais de 50% dos entrevistados reconhecem desordem visual urbana em São Paulo, apesar da ampla aprovação popular à Lei Cidade Limpa.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Expansão
Davis ressaltou que os projetos são integralmente financiados pelas marcas anunciantes, reforçando que 'através da publicidade, as marcas financiam esses projetos para devolver esse valor para a cidade e para a população', numa estratégia que alinha interesses comerciais com comprovação de responsabilidade social corporativa.
Com base na aceitação do modelo demonstrada pela pesquisa — em que 97% dos entrevistados desejam a adoção da mídia regenerativa em São Paulo —, a O OH Brasil planeja propor nova legislação e firmar diálogos com órgãos públicos, arquitetos e a CPPU (Comissão Pró-Memória Urbana), responsável pelo patrimônio urbanístico da cidade.



