O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou nesta segunda-feira (31/8) a estratégia governamental de realizar uma O peração Carbono O culto a cada dois meses no Brasil, durante discurso em evento do BTG Pactual em São Paulo, consolidando um esforço conjunto da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Federal para desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal vinculados ao crime organizado no setor de combustíveis.
Contexto Estratégico e Antecedentes da O peração Carbono O culto
A O peração Carbono O culto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025, após um ano de apuração técnica que identificou uma rede estruturada de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme revelado por relatórios técnicos da Receita Federal e documentos sigilosos apreendidos durante a ação. A investigação cruzou dados fiscais, movimentações bancárias e rastreamento de fluxos financeiros para mapear a estrutura do esquema, que movimentava recursos superiores a R$ 3,2 bilhões anualmente, segundo estimativas internas do Ministério Público.
O contexto histórico da operação reflete uma ofensiva sistemática do Estado contra a penetração do crime organizado na economia formal, com foco no setor de combustíveis como vetor privilegiado para ocultação de recursos ilícitos, tendo já resultando na interdição de 1.4 mil CNPJs em São Paulo e na apreensão de veículos, imóveis e contas bancárias vinculadas a estruturas criminosas.
O governo federal prioriza a continuidade dessa agenda como parte do plano quinquenal de combate à corrupção e financiamento do terrorismo, com o objetivo de reduzir a influência das organizações criminosas sobre cadeias produtivas e serviços essenciais.
Foram cancelados 1.4 mil CNPJs em São Paulo em decorrência da O peração Carbono O culto, desmantelando um esquema bilionário de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras para a Luta Contra o Crime Financeiro
Durigan destacou que o sistema de inteligência artificial desenvolvido para mapear fluxos financeiros no mercado de combustíveis permitirá a execução periódica das operações, dependendo do comprometimento político com o combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro em escala nacional.
O ministro reiterou que o tema da segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado estão entre as prioridades do Executivo, integrando essa agenda com discussões sobre reforma tributária e ajuste fiscal para equilibrar as contas públicas sem comprometer programas sociais.
Especialistas apontam que a periodicidade das operações exige não apenas continuidade institucional, mas também maior transparência nos critérios de seleção de alvos e cooperação interagências para evitar desgaste operacional e garantir efetividade no longo prazo.



