A Embraer e a SPX Capital formalizaram nesta segunda-feira a intenção de fundir seus negócios de cibersegurança em uma nova empresa, projetada para gerar um faturamento anual de R$ 700 milhões, contar com 900 colaboradores e atender a cerca de 600 clientes, em movimento estratégico que se desenrola sem movimentação financeira direta, baseando-se exclusivamente na troca de ações e aguardando a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para sua efetiva consolidação.
Contexto Estratégico e Antecedentes da Fusão
A operação, ainda sem denominação definitiva, resultará da união da Tempest Security Intelligence, subsidiária da Embraer desde 2020 e com histórico de faturamento superior a R$ 1 bilhão, à Vision Cybersecurity, gestora independente adquirida pela SPX Capital em janeiro de 2024 a partir da ISH Tecnologia, ambas especializadas na prestação de serviços integrados de inteligência de segurança cibernética, incluindo análise de vulnerabilidades em sistemas diversos como softwares, plataformas digitais e aplicações industriais, bem como o monitoramento proativo de ameaças por meio de Centros de O peração de Segurança (SOC) e estratégias preventivas de resposta preemptiva.
A Tempest, originária do Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar) e fundada em 2000, mantém forte presença no mercado corporativo brasileiro com carteira de clientes diversificada e expansão planejada para os mercados latino-americano e norte-americano após a fusão, enquanto a Vision atua com foco em empresas de médio porte e já havia recebido aporte de até R$ 400 milhões da SPX para impulsionar sua estrutura operacional.
A nova empresa resultante da fusão entre Embraer e SPX deve faturar R$ 700 milhões anuais com 900 funcionários e 600 clientes.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuros
André Fleury, atual CEO da Vision Cybersecurity, assumirá o comando executivo da nova companhia, enquanto João Lins, que dirige a Tempest desde sua aquisição pela Embraer, passará a exercer o cargo de vice-presidente de tecnologia e inovação, posição que reforça o papel estratégico da defesa digital dentro do ecossistema empresarial da fabricante de aviões; segundo Lins, "Para a Embraer, a defesa do ciberespaço também é estratégica", destacando a integração dessa dimensão ao core business da organização.
Com previsão de conclusão formal após sinalização favorável do CADE, a nova entidade manterá inicialmente as marcas Vision e Tempest sob seus respectivos identificadores comerciais, operando das sedes regionais já estabelecidas – Vitória (ES) para a Vision e Recife (PE) para a Tempest – além de suas atividades em São Paulo (SP), sinalizando uma estrutura descentralizada mas articulada rumo à expansão internacional.



