Nesta quarta‑feira, 30 de setembro, às 11h, na sede do Tribunal de Contas da União em Brasília, o ex‑presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tomou posse como ministro do TCU, encerrando seu mandato parlamentar e permitindo que o primeiro suplente, Renzo Braz (PP‑MG), assuma a cadeira de Minas Gerais ainda neste ano.
Contexto Institucional e Histórico da Transição
A cerimônia reuniu o vice‑presidente Geraldo Alckmin e os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Cristiano Zanin e Paulo Gonet, além de representantes dos demais Poderes, evidenciando a solenidade institucional e a relevância da mudança para o equilíbrio entre os ramos do Estado.
Pacheco, que ocupou a cadeira senatorial desde 2019 e presidiu a Casa por dois biênios, foi aprovado pelo Senado em 63 votos a 4 e pela Câmara em 404 a 61 (com uma abstenção), conforme relatório da Comissão de Constituição e Justiça; sua experiência legislativa foi destacada pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, como base para compreender a construção das decisões públicas.
A transição permite ao suplente ocupar a cadeira antes da votação da renovação do Senado em 2027.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O ministro Vital do Rêgo ressaltou que a passagem de Pacheco pelo Legislativo confere ao novo ministro uma visão prática das relações interinstitucionais, enquanto Antonio Anastasia destacou sua capacidade de construir consensos e promover o diálogo entre os Poderes.
A antecipação da posse garante a Renzo Braz tempo suficiente para integrar-se às comissões, participar das votações e preparar emendas parlamentares até o término do mandato original de Pacheco em fevereiro de 2027.



