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Economia

Extranjero ultrapassa recordes da B3 e sinaliza nova era para o investidor brasileiro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 52 min
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Extranjero ultrapassa recordes da B3 e sinaliza nova era para o investidor brasileiro
Fatos Rápidos da Notícia
  • O fluxo de capital estrangeiro na B3 atingiu R$ 10 bilhões em um único dia, marcando recorde após o primeiro turno das eleições
  • O acumulado anual do fluxo de capital externo na B3 está positivo em R$ 40 bilhões
  • Marília Fontes, apresentadora do programa 'Resenha do Dinheiro' e sócia-fundadora da Nord Investimentos, analisou o aumento do fluxo de capital como possível indicador de mudança estrutural no comportamento dos investidores internacionais
Resumo Editorial

Investidores estrangeiros injetaram R$ 10 bilhões na B3 em um único pregão, superando recordes e consolidando a atratividade brasileira no cenário global com exposição estratégica a commodities emergentes.

Na terça-feira, 24 de setembro de 2024, a Bolsa Brasileira alcançou um novo patamar histórico ao registrar entrada líquida de R$ 10 bilhões por parte de investidores estrangeiros em um único pregão, superando todos os registros anteriores do ano e consolidando-se como o segundo maior fluxo de capital estrangeiro já documentado em um dia útil, atrás apenas do recorde de janeiro, que totalizou R$ 26,3 bilhões em ingressos totais. O movimento ocorreu no contexto de forte volatilidade cambial e reavaliação de riscos geopolíticos, especialmente diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que provocaram pressão sobre os preços do petróleo e reforçaram o apelo por ativos com exposição a commodities emergentes. A operação foi efetivada por meio de aportes em ações e contratos futuros negociados na B3, com destaque para as empresas mais negociadas, como Petrobras, Vale e Itaú Unibanco, que absorveram grande parte do volume.

Contexto Institucional e Movimentação de Capital Extraterrestre na B3

A análise detalhada dos dados divulgados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) indica que o fluxo de R$ 10 bilhões representou 25% do volume total negociado no dia, refletindo uma mudança significativa no apetite internacional por ativos brasileiros. Esse valor isolado superou em 67% o recorde anterior de agosto, que havia sido de R$ 6 bilhões, e manteve o Brasil entre as principais atrações de capital estrangeiro no cenário emergente. O movimento ocorreu após a primeira rodada das eleições presidenciais, evento que trouxe incerteza política, mas também sinalizou estabilidade fiscal aos olhos de investidores globais que buscam diversificação fora dos mercados norte-americanos e europeus.

Nos últimos quatro meses, o Brasil consolidou-se como destino preferencial para recursos externos, acumulando entradas líquidas positivas de mais de R$ 40 bilhões em 2024 até setembro, um recorde histórico para o período. Esse montante supera em 30% o total registrado em todo o ano anterior (R$ 30 bilhões), indicando uma mudança estrutural no perfil de alocação global. Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e apresentadora do programa 'Resenha do Dinheiro', destacou que a combinação entre alta volatilidade cambial e oportunidades setoriais específicas — especialmente em energia e mineração — tem estimulado uma reconfiguração nas carteiras internacionais.

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