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Israel enfrenta impasse político após eleições sem maioria para formação de governo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 01:27
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Israel enfrenta impasse político após eleições sem maioria para formação de governo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Nenhum bloco alcançou os 61 assentos necessários: Netanyahu tem 53 cadeiras, Eisenkot tem 48 e partidos árabes somam 19.
  • O presidente Isaac Herzog terá uma semana após ser comunicado do resultado oficial para indicar quem tentará formar governo.
  • O primeiro indicado tem 28 dias prorrogáveis por mais 14; se fracassar, um segundo nome terá 28 dias sem prorrogação.
Resumo Editorial

O país concluiu a apuração eleitoral sem que nenhum bloco alcance os 61 assentos necessários para governar, deixando o presidente Isaac Herzog responsável por indicar quem tentará formar uma coalizão. O cenário envolve negociações complexas, incluindo a possibilidade de alianças com partidos árabes, que obtiveram um número recorde de cadeiras.

Israel concluiu a apuração das eleições sem que nenhum candidato ou bloco atingisse os 61 parlamentares exigidos para a formação de um governo. O bloco liderado por Benjamin Netanyahu conquistou 53 cadeiras, enquanto o de Gadi Eisenkot obteve 48 e os partidos árabes somaram 19. Com esse resultado, o presidente Isaac Herzog terá um prazo de uma semana após ser comunicado do resultado oficial para decidir qual dos indicados a primeiro-ministro receberá a oportunidade de tentar formar uma coalizão.

O escolhido terá 28 dias, prorrogáveis por mais 14, para costurar alianças com os eleitos e chegar às 61 cadeiras. Caso o primeiro indicado não tenha sucesso ao fim do prazo, o presidente poderá indicar um segundo nome, que terá 28 dias, sem possibilidade de prorrogação, para sua tentativa. Se ele também fracassar, os deputados terão 21 dias para propor um candidato, que terá mais 14 dias para formar um governo; caso não consiga, o Knesset será dissolvido e novas eleições serão convocadas.

Os números indicam que Netanyahu ou Eisenkot precisarão formar uma aliança com os partidos árabes para chegar a um governo. Esta é a primeira eleição desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e a resposta israelense na Faixa de Gaza. Nenhum dos dois partidos pretende parar a ofensiva ao território palestino.

As 19 cadeiras conquistadas pelos partidos árabes, quase o dobro das 10 atuais, são um recorde impulsionado por uma indignação da comunidade árabe israelense com a atuação de Netanyahu. Os eleitores árabes são formados por descendentes dos palestinos que permaneceram no território após a criação de Israel e representam cerca de 20% do eleitorado. A participação final dos eleitores foi de 77,9% dos eleitores elegíveis — o maior índice em décadas.

O resultado fez com que Netanyahu acusasse as eleições de fraude, sem apresentar provas. As alegações foram rejeitadas pela Comissão Eleitoral Central (CEC) em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (30/10), em que reitera as declarações feitas pelo diretor interino Dean Livne na quinta-feira (29/10). “As notícias publicadas ao longo do dia são totalmente infundadas”, disse Livne.

A acusação também é criticada pelos partidos árabes. “Netanyahu se recusa a se conformar com o fato de que o público árabe votou, influenciou e decidiu. Ele e seus propagandistas na mídia buscam difamar o processo democrático e negar a legitimidade de quase um milhão de cidadãos. Essa é uma trama de sangue racista, e não permitiremos que ela se torne uma ferramenta para ferir o direito de votar e ser eleito”, disse Yousef Jabareen, líder da coligação árabe de esquerda Joint List.

Por enquanto, o caminho mais viável para a oposição conseguir tirar Netanyahu do poder é a formação de aliança judaico-árabe. O bloco de Eisenkot é resistente a essa possibilidade, mas alguns membros já começam a sinalizar para essa chance. “Faremos tudo para estabelecer um governo de mudança e salvação – porque esta é a vontade do eleitor”, disse Yair Golan, líder do principal partido de esquerda de Israel e integrante do campo de Eisenkot.

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