A ministra Cármen Lúcia, cuja posse no Supremo Tribunal Federal (STF) em 21 de junho de 2006 inovou a tradição do plenário ao optar pelas calças compridas, desencadeou uma homenagem editorial de 112 páginas que reúne 20 manifestações de intelectuais, artistas e juristas, celebrando duas décadas de atuação marcante na magistratura brasileira.
Homenagem Editorial e Trajetória da Ministra
A obra coletiva, elaborada a partir de frases, textos, cartas e poemas assinados por personalidades como Caetano Veloso, Emicida, Alcione, Fernanda Montenegro e Ludhmila Hajjar, oferece um retrato multifacetado da magistrada, destacando sua influência cultural e jurídica em um país em constante transformação.
Desde sua estreia histórica no STF — quando se tornou a primeira mulher a romper com o dress code obrigatório de saias e vestidos ao optar por calças — Cármen Lúcia consolidou um legado marcado por coragem institucional e diálogo com a sociedade, culminando em sua presidência da Primeira Turma do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2012 e 2013.
O livro comemorativo dedica 112 páginas à trajetória da ministra, que tomou posse no STF em 21 de junho de 2006 e inspirou gerações com sua postura ousada e intelectual.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
A publicação conta ainda com contribuições do ex-presidente do STF Rosa Weber, bem como de juristas como Maria Cristina Peduzzi, ex-presidente do TST, Maria Tereza Sadek e Andréa Pachá, reforçando o reconhecimento técnico e institucional de sua gestão.
Diante de seu afastamento do cargo de presidente do TSE em setembro de 2018 e das recentes alertas sobre os riscos da inteligência artificial nas eleições, Cármen Lúcia mantém-se como voz ativa no debate jurídico-pública, sinalizando que sua influência transcende as fronteiras do Judiciário.



