O primeiro-ministro da Inglaterra, Andy Burnham, declarou estar "muito preocupado" com a possível venda do Manchester City pelos proprietários do Abu Dhabi, após a Premier League considerar o clube culpado de inflar receitas em mais de 900 milhões de libras por meio de contratos comerciais fictícios ao longo de quase uma década, enquanto o Everton enfrenta sanções por violação das regras de sustentabilidade financeira.
Apuração e Contexto das Alegações Financeiras
A investigação da Premier League apurou que o Manchester City utilizou acordos comerciais suspeitos entre 2010 e 2019 para distorcer sua demonstração financeira, registrando receitas superiores às reais e custos subestimados em valores equivalentes a R$ 6 bilhões na cotação atual, segundo documentos técnicos divulgados pelo órgão regulador.
O caso, que já gerou manifestações de autoridades locais como Burnham — ex-prefeito da Grande Manchester —, ressalta tensões entre a governança esporteiva e os padrões de transparência exigidos, especialmente após o Everton ter sido punido com redução de seis pontos por violações similares no período de 2019 a 2022.
Mais de 900 milhões de libras (R$ 6 bilhões) foram supostamente inflacionadas em receitas do Manchester City por contratos comerciais fictícios.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Premier League confirmou estar recorrendo da decisão ao Tribunal Arbitral Internacional, enquanto o Sheikh Mansour defendeu publicamente a integridade do clube, afirmando que todas as práticas obedecem às normas desportivas vigentes.
Com o recurso ainda em andamento e sanções pendentes, especialistas apontam que a decisão pode redefinir critérios de fair play financeiro na Europa, afetando modelos econômicos de clubes com patrocínios transnacionais.



