A pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 21 de outubro, revelou que 43,3% dos entrevistados enxergam a independência no trabalho por conta própria como principal via de melhoria de vida, enquanto 32,0% priorizam a estabilidade da carteira assinada, indicando uma divisão nítida nas aspirações econômicas do eleitorado brasileiro.
Dinâmica de Aspirações Econômicas e Segmentação Eleitoral
A análise da pesquisa encomendada pelo Meio e conduzida pelo CEO Pedro Doria demonstrou que a preferência por empreender não se correlaciona com renda, ocupação ou afinidade religiosa, mas sim com o desejo subjetivo de autonomia profissional, sendo evidenciada por 67,8% dos eleitores da classe C que apoiam Flávio Bolsonaro versus 63,0% que defendem Lula na mesma faixa salarial.
O levantamento também destacou que, entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (62,3%), a maioria prioriza o próprio negócio, enquanto 65,4% dos eleitores de Lula (65,4%) defendem a modalidade com carteira assinada e direitos garantidos, reforçando a polarização entre sonho empreendedor e expectativa de proteção social.
43,3% dos brasileiros consideram o empreendedorismo a melhor forma de melhorar a vida, superando a preferência pela carteira assinada.
Repercussão Política e Desdobramentos Estratégicos
A campanha de Flávio Bolsonaro utilizou os números como argumento central para reforçar sua conexão com o setor empreendedor e autônomo, enquanto Lula manteve posicionamento defensivo em torno da proteção dos direitos trabalhistas e da estabilidade econômica.
Especialistas apontam que esse perfil de voto reflete uma mudança estrutural na base eleitoral, exigindo ajustes nas propostas de ambos os candidatos rumo à formalização do empreendedorismo e à geração de oportunidades reais.



