O dólar à vista fechou a sessão cotado a R$ 5,13, mantendo relativa estabilidade após variação de +0,23% no dia, em cenário marcado pela primeira alta de juros do Federal Reserve em três anos e volatilidade nos mercados de commodities e ativos financeiros.
Contexto Macroeconômico e Reações do Mercado Financeiro
A valorização do dólar, embora marginal, ocorre em resposta direta à decisão do Federal Reserve de elevar a taxa de juros norte-americana em 0,25 ponto percentual na reunião de 16 de setembro, medida que impulsionou os rendimentos dos títulos do Tesouro e pressionou moedas emergentes, incluindo o real. Dados da B3 indicam que o Ibovespa iniciou o pregão com queda de 0,50%, recuando 185 mil pontos, após registrar alta de 0,24% na sessão anterior, enquanto o petróleo Brent recuava 0,52%, a US$ 104,27, e o WTI subia 0,89%, a US$ 102,82.
Antecedentes revelam que a pressão inflacionária global persiste diante da combinação de alta dos preços da energia e da política monetária restritiva dos bancos centrais ocidentais. O anúncio do Fed coincidiu com tensões no Supremo Tribunal Federal (STF) e com ajustes setoriais no Brasil, como o reajuste de 15% no Bolsa Família, fatores que intensificaram o apetite por ativos de risco e geraram aversão a renda fixa.



