Na última semana, a O peração Compliance Zero, coordenada pelo Ministério Público Federal e o Banco Central, deflagrou o cerne da investigação sobre a lavagem de capitais do PCC por meio do Banco Genial, que teria movimentado mais de R$ 160 milhões em empréstimos fraudulentos concedidos a empresas de fachada com capital mínimo de R$ 1 mil, visando a aquisição da distribuidora Terrana e do fundo Derby 44.
Contexto Institucional e Evidências da Fraude Financeira
As investigações revelaram que o Banco Genial, ao assumir a gestão do fundo Radford — cujo único cotista era a Usina Itajobi, empresa vinculada à PCC —, utilizou recursos públicos e privados para financiar operações que beneficiaram diretamente a organização criminosa, mediante a aquisição da Terrana e 100% do fundo Derby 44, ambos com histórico de ocultação de bens do grupo.
O ex-diretor e sócio Humberto Arthur Tupinambá, bem como seus irmãos André e Bruno Tupinambá, foram alvos de mandados de busca e apreensão por movimentar recursos em favor do PCC, enquanto o compliance interno do banco havia identificado previamente indícios de fraude envolvendo Antônio Carlos Freixo Júnior, o 'Mineiro', mas não impediu a continuidade das operações.



