Na tarde de 15 de novembro, a Justiça Federal do Pará condenou sete indivíduos por participação em esquema de tráfico internacional de drogas, associação criminosa e porte ilegal de armamento restrito, após interceptação de 583,6 quilos de cocaína transportada por aeronave da Bolívia para Itaituba em 2019, com apremendimento de bens e armamentos apreendidos pela Polícia Federal na Fazenda Buburé.
Contexto O peracional e Estrutura O rganizacional do Esquema
A apuração realizada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal revelou que os réus operavam com divisão clara de funções, coordenando a logística, a pilotagem e a segurança armada durante o transporte aéreo da droga entre Bolívia e Pará; a interceptação ocorreu em 7 de julho de 2019 na Fazenda Buburé, em Itaituba, quando agentes da PF abordaram os suspeitos durante a transferência da carga dentro do hangar da propriedade rural.
O s envolvidos incluíam um líder que coordenava contratação de pilotos, aquisição de veículos e financiamento das operações, além de dois pilotos responsáveis pelos aviões de pequeno porte utilizados no flagrante e demais auxiliares encarregados do transporte terrestre, motoristas e seguranças armados, configurando uma estrutura hierárquica e organizada para o tráfico internacional.
Mais de 583 quilos de cocaína eram transportados por avião da Bolívia para o sudoeste do Pará em operação que envolvia aviões particulares e caminhonetes apreendidas pela Polícia Federal.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A sentença, proferida no dia 15 sob a direção do juiz federal responsável pela ação penal, prevê penas entre 16 e 20 anos de reclusão em regime fechado para cada um dos réus, com perda dos bens apreendidos — dois aviões de pequeno porte e uma caminhonete — destinados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad), enquanto as armas e munições foram entregues ao Exército Brasileiro.
Dois dos condenados já interpuseram recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), enquanto os demais maintainem-se na possibilidade de recorrerem das decisões judiciais por meio dos próprios recursos cabíveis no âmbito jurídico.



