O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo divulgou que outubro de 2026 foi o segundo mês de outubro mais chuvoso da capital desde 1995. A cidade acumulou uma média de 220,3 milímetros de chuva, um volume 96,7% superior aos 112 milímetros previstos para o período. Apenas outubro de 2023 apresentou índice maior, com 250,4 milímetros, seguido por outubro de 2011, com 215,2 milímetros.
Além do volume elevado, o mês empatou com 2021 no número de dias chuvosos, totalizando 26 dias com precipitação, sendo que 19 deles tiveram acumulados acima de 1 milímetro. O meteorologista do CGE Michael Pantera explicou que houve uma mudança significativa a partir de setembro, encerrando um período de índices abaixo da média que persistia desde agosto de 2019, com exceção de 2023.
A concentração da chuva foi outro ponto relevante. Os dias 9, 16, 24 e 25 concentraram mais da metade da precipitação do mês, somando 120,1 milímetros, o que representa 54,5% do total. O dia mais crítico foi o dia 25, com média de 37 milímetros na capital, equivalente a aproximadamente um terço da média esperada para todo o mês.
A distribuição regional mostrou que a zona centro registrou o maior volume, com 266,1 milímetros na região da Sé. Em seguida estão as zonas oeste (245,4 mm), sul (233,8 mm), norte (216,9 mm) e leste (201,7 mm). Entre os menores acumulados estão Vila Medeiros (139,2 mm), Cidade Tiradentes (152,2 mm) e Parque do Carmo (184,4 mm).
Os impactos climáticos causaram diversos estragos na capital. No dia 14 de outubro, uma forte tempestade alagou túneis e deixou veículos submersos. No Túnel São João Paulo II, conhecido como Túnel do Anhangabaú, carros ficaram parados com a água entrando sob forte vazão. Uma entrada da Estação Japão-Liberdade do Metrô também foi inundada e uma árvore caiu sobre dois veículos na Bela Vista. Na avenida 23 de Maio, altura do Ibirapuera, imagens mostraram carros boiando e motoristas ilhados.



