A professora, ativista e ex-vice-reitora da Universidade Federal do Pará Zélia Amador de Deus, figura central do movimento negro e da defesa das comunidades quilombolas, faleceu aos 74 anos, em 8 de novembro de 2023, desencadeando homenagens oficiais e populares em Belém, onde seu velório reuniu familiares, intelectuais e representantes institucionais no Teatro Waldemar Henrique na manhã de quarta-feira (9).
Contexto Histórico, Acadêmico e Cultural da Trayetória de Zélia Amador de Deus
A apuração jornalística confirma o falecimento da professora Zélia Amador de Deus, que ocupou a vice-reitoria da UFPA entre 1993 e 1997, sendo reconhecida em 2019 com o título de professora emérita em razão de sua contribuição acadêmica, cultural e social ao longo de mais de cinco décadas.
Desde a fundação do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), instituição que co-ideou, Zélia consolidou-se como referência na luta antirracista e na garantia de direitos para populações negras e quilombolas, tendo também se destacada como atriz, diretora teatral e articuladora cultural no cenário paraense.
Zélia Amador de Deus, aos 74 anos, deixou um legado que atravessou a academia, o teatro e a militância antirracista, com influência direta nas políticas públicas de igualdade racial no Pará.
Repercussão Institucional e Compromissos Futuramente Definidos
O Ministério Público do Pará, a Prefeitura de Belém, a O rdem dos Advogados do Brasil e o reitor da UFPA, Gilmar Pereira, prestaram homenagens formais à professora, destacando seu papel na construção de caminhos para a diversidade e na promoção da justiça social dentro e fora da academia.
A partir deste marco, iniciativas como o fortalecimento do Cedenpa e a ampliação de políticas afirmativas na educação superior devem seguir como herança imediata da trajetória de Zélia.



