O presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou nesta quarta-feira (12) que a inteligência artificial exige regulamentação global imediata, com a criação de avaliadores independentes e a adoção de mecanismos de segurança comparáveis aos aplicados ao leite em supermercados, em entrevista à BBC que reforçou a urgência diante da ausência de normas que impeçam invasões por agentes maliciosos e garantam transparência para as vítimas.
Contexto Institucional e Aprovação da Regulamentação
A declaração de Smith, proferida durante entrevista concedida à emissora britânica BBC em 12 de setembro, posiciona a Microsoft como um dos principais defensores da necessidade de um arcabouço normativo que vá além das práticas atuais do setor tecnológico, considerando que o desenvolvimento acelerado da IA ultrapassa os parâmetros de segurança estabelecidos para produtos cotidianos.
O executivo ressaltou que o Reino Unido, por meio do Instituto de Segurança da IA criado sob o governo do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak, detém posição privilegiada para conduzir tais discussões, tendo recebido acesso antecipado aos principais modelos de IA por meio de acordos voluntários, enquanto Washington encara Bruxelas com ceticismo em relação à abordagem baseada em risco prevista na Lei de IA europeia.
A inteligência artificial enfrenta atualmente menos requisitos de segurança do que o leite vendido em supermercados.
Repercussão Jurídica e Caminhos Estratégicos
Smith destacou que a criação de um 'freio de emergência' e a obrigação de relatar incidentes são medidas essenciais para evitar danos estruturais, defendendo ainda que as vítimas recebam aviso imediato em caso de invasão por sistemas autônomos maliciosos.
Especialistas apontam que a postura britânica pode servir como modelo para futuras negocia. {}.



