Na quarta-feira (16), durante o iFood Move realizado na São Paulo Expo, dados da Fipe revelaram que o setor de delivery movimentou R$ 167 bilhões em 2025, equivalente a 0,70% do PIB nacional, consolidando sua relevância econômica e impulsionando debates sobre inovação, inclusão e sustentabilidade no ecossistema de negócios.
Contexto Institucional e Dados Econômicos do Setor
A Fipe divulgou, nesta quarta-feira (16), que o setor de delivery representou R$ 167 bilhões na economia brasileira em 2025, correspondendo a 0,70% do PIB nacional, evidenciando sua consolidação como infraestrutura produtiva estratégica. O levantamento, baseado em análises de faturamento, fluxo logístico e geração de emprego, reforça a importância do setor para a dinâmica econômica contemporânea e justifica a centralidade do tema no iFood Move.
O evento, que reúne 12 mil participantes, mais de 150 palestrantes e 49 marcas entre os dias 16 e 17 de setembro de 2025 na São Paulo Expo, tem como foco discutir transformações tecnológicas, mudanças no comportamento do consumidor e estratégias para fortalecer a competitividade no mercado de delivery. A presença do iFood Move entre os principais eventos do setor reflete o alinhamento entre tecnologia, logística e modelo de negócios em evolução constante.
O setor de delivery movimentou R$ 167 bilhões em 2025, representando 0,70% do PIB nacional.
Repercussão Estratégica e Inclusão Produtiva
O CEO do iFood, Diego Barreto, destacou durante palestra que o crescimento do setor depende cada vez mais da capacidade das empresas em criar experiências diferenciadas e canais inovadores para se destacar num mercado altamente competitivo. Ele ressaltou que 'o produto tem que ser diferente' e que 'a experiência entregue precisa evoluir', apontando rumos estratégicos para as plataformas digitais frente às mudanças no consumo.
O projeto Voz das Comunidades participou do evento com cinco empreendedores do Complexo do Alemão e outras favelas cariocas, que apresentaram iniciativas de gastronomia como forma de geração de renda e autonomia econômica. Para Rene Silva, fundador da iniciativa, o reconhecimento das favelas como produtoras redefine sua posição no ecossistema de negócios: 'a favela começa a ser vista como uma grande potência e não somente como consumidora', afirmou.



