Durante a O peração Velha Política, deflagrada neste sábado (3/10) em Marabá (PA), a Polícia Federal apreendeu uma série de bens materiais, incluindo cestas básicas, cadeiras de rodas, banheiras, eletrodomésticos, cobertores e geradores, os quais estariam sendo oferecidos em troca de votos, conforme constata a investigação em andamento.
Apuração da O peração e Estratégia Investigativa
A ação policial cumpriu três mandados de busca e apreensão e resultou na prisão em flagrante de 11 indivíduos, entre eles cabos eleitorais que carregavam R$ 30 mil em espécie escondidos em meias, segundo laudo pericial divulgado pela corporação. A PF confirmou que os objetos apreendidos — itens de primeira necessidade e utilidade pública — eram utilizados como moeda de troca para garantir apoio em pleitos eleitorais, configurando o crime de corrupção eleitoral previsto no Código Eleitoral.
Conforme evidências coletadas nos locais e nos dispositivos eletrônicos apreendidos, os valores das vantagens ofertadas variavam entre R$ 300 e R$ 30 mil, com o objetivo de comprar votos por meio de recursos em espécie ou bens tangíveis, conforme aponta o inquérito que segue sob rigoroso sigilo investigativo.
Foram apreendidos mais de R$ 4 milhões em espécie e bens usados para compra de votos durante operação realizada em Marabá (PA).
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A Polícia Federal informou que as investigações serão ampliadas para identificar os autores materiais dos atos e os beneficiários diretos das vantagens ilícitas, com possibilidade de abertura de novas diligências para apurar redes de influência partidária envolvidas no esquema.
As autoridades eleitorais e o Ministério Público Federal já acionaram o Judiciário para solicitar medidas cautelares que impeçam a continuidade da prática, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve avaliar a necessidade de aplicar sanções administrativas mais amplas aos envolvidos.



