Em São Luís, no Maranhão, um adolescente de 15 anos foi apreendido nesta quarta‑feira sob suspeita de torturar mais de duzentos filhotes de gatos durante transmissões ao vivo em plataformas digitais, fato que tem alimentado um alarmante crescimento de 200 % nos registros de maus‑tratos a animais entre 2025 e 2026, conforme apurado pelo Noad.
Investigação Digital e O peração Policial
A ação policial, coordenada pela Polícia Civil do Maranhão em conjunto com a Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deca) e a Polícia Federal, culminou na execução de mandados de busca e apreensão e de internação após seis meses de monitoramento digital realizado pelo Núcleo de O bservação e Análise Digital (Noad). O adolescente, que operava as transmissões sob pseudônimo em redes sociais, chegava a maltratar de cinco a seis filhotes por madrugada, registrando os atos em vídeos que eram exibidos em tempo real para milhares de espectadores.
Nos autos, a delegada Lisandrea Salvariego, coordenadora do Noad, assumiu o comando das investigações e relatou ter recebido ameaças diretas do suspeito após a divulgação dos crimes; o jovem também responde por indiciar outras pessoas à automutilação, configurando um padrão de violência que transcende o mero ato contra os animais.
Mais de 200 filhotes de gatos foram torturados em transmissões ao vivo por um adolescente de 15 anos.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o adolescente será transferido para unidade penitenciária em São Paulo para cumprir medida de internação decretada pela Justiça, enquanto o caso reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas no enfrentamento da violência digital contra animais.
Especialistas apontam que o aumento exponencial dos registros reflete tanto a facilidade de acesso a ferramentas de transmissão ao vivo quanto a ausência de mecanismos efetivos de monitoramento e punição, demandando ações coordenadas entre órgãos de segurança, magistratura e sociedade civil para conter a tendência crescente.
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