Manaus amanheceu nesta segunda-feira (12) encoberta por uma densa camada de fumaça proveniente de queimadas, registrando o pior índice de qualidade do ar do Brasil pelo quinto dia consecutivo, com o AQI atingindo 195, classificado como 'insalubre' pela plataforma internacional IQAir, enquanto o bairro Armando Mendes registrou níveis de PM2.5 equivalentes a 218,2 µg/m³, configurando uma crise ambiental de escala sem precedentes na região amazônica.
Cenário Ambiental e Diagnóstico da Crise na Amazônia
A capital amazonense e municípios vizinhos como Autazes e Tracuateua mantêm, desde domingo (11), níveis de poluição atmosférica considerados 'insalubres' ou 'muito ruins' pela IQAir e pelo Sistema Selva da UEA, com a concentração de partículas finas PM2.5 ultrapassando amplamente os limites seguros estabelecidos pela O rganização Mundial da Saúde, atingindo 123 µg/m³ na região central e picos de até 218,2 µg/m³ no Armando Mendes, área que configura um dos pontos mais críticos da contaminação.
As queimadas, que se estendem pelo interior da mata nativa e áreas de transição ecológica, apresentam indícios de origem criminosa, conforme constatação da comitiva federal sobrevoada no domingo (11), composta por representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Defesa e da Polícia Federal, que identificou padrões suspeitos de prática sistemática no acesso a áreas protegidas.
O bairro Armando Mendes registrou níveis de PM2.5 de 218,2 µg/m³, configurando a pior qualidade do ar já registrada no Amazonas e classificada como 'péssima' pelo sistema Selva da UEA.
Repercussão Governamental e Desafios para a Gestão Ambiental
O Governo Federal intensificou suas medidas de monitoramento e fiscalização após a constatação das queimadas criminosas, com a ministra Marina Silva anunciando a mobilização imediata de recursos para combate ao fogo e reforço nas operações de combate à desmatamento ilegal nas áreas afetadas.
Especialistas apontam que o agravamento do quadro está ligado ao avanço do desmatamento ilegal aliado à seca prolongada na região, fatores que têm sobrecarregado os sistemas de prevenção e exigido maior integração entre órgãos ambientais, policiais e militares para conter o ciclo destrutivo das queimadas.



