Em novo impulso à apuração de fraudes e estelionato, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios formalizou requerimento à Polícia Civil do Distrito Federal para instauração de novo inquérito policial contra a médium Maira Alexandrina Leobino Freitas, conhecida como Maira Rocha, sob suspeita de prática de crimes contra o patrimônio, falsidade ideológica e apropriação indébita, com prazo de dez dias para a PCDF prestar informações formais sobre as medidas adotadas.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) consolidou pedido técnico-jurídico para que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaure novo inquérito policial contra a médium Maira Alexandrina Leobino Freitas, conhecida publicamente como Maira Rocha, líder espiritual da Casa de Caridade Inácio Daniel, localizada em Águas Claras. O despacho ministerial, expedido em 22 de agosto, fixou prazo rigoroso de dez dias para que a PCDF informe formalmente as providências adotadas no caso, reforçando o cerco jurídico em torno da prática de estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita, conforme denunciado por ex-frequentadores e membros do meio espiritualista.
Antecedentes e justificativas revelam que as denúncias decorrem de cartas psicografadas entregues às famílias enlutadas, as quais apresentaram inconsistências conceituais, erros doutrinários e origem duvidosa, baseada em dados coletados em redes sociais como Facebook e Instagram. O caso já conta com investigação ativa na 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), onde agentes conduzem diligências para apurar alegações semelhantes nos últimos meses, aguardando relatórios periciais e cumprimento de requisições oficiais.
A médium teria arrecadado R$ 68 mil com leilão de bijuteria e vestido, conforme denúncias que evidenciam o caráter lucrativo das práticas investigadas.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
A Casa de Caridade Inácio Daniel mantém posição institucional afirmando que o serviço de psicografia é gratuito e depende da autorização espiritual do falecido, mas as vítimas contestam essa versão ao revelarem que as mensagens reproduzem conteúdos colhidos diretamente de publicações digitais. A defesa da médium ainda não se pronunciou formalmente sobre o novo pedido do MPDFT.
O novo inquérito policial deverá avançar com oitivas de testemunhas, análise pericial dos materiais apreendidos e eventual formalização da denúncia pelo Ministério Público. Caso as irregularidades sejam constatadas, a médium pode responder por crimes previstos no Código Penal, com penas que prevêem prisão e multa em razão da prática reiterada de estelionato mediante o uso de prestígio espiritual.



