Em meio à eclosão do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, onde Flávio Bolsonaro consolidou liderança em 15 estados contra 12 de Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar humanitária desde julho de 2026, formalizou pedido ao ministro Alexandre de Moraes do STF para autorizar visita de seu filho Flávio antes do término da restrição, prevista para 11 de outubro de 2026.
Contexto Jurídico e Institucional da Solicitação de Visita
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou requerimento na primeira semana de outubro de 2026 pleiteando a flexibilização das restrições de visita impostas ao ex-presidente desde julho, quando Flávio divulgou carta de apoio à candidatura, sob fundamento de preservação da unidade familiar sem comprometer protocolos de segurança estabelecidos pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar.
O pedido estratégico, apresentado em âmbito excepcional, requer autorização para visita pontual do senador Flávio Bolsonaro antes do decurso da medida cautelar de 90 dias, com base na urgência humanitária e na proximidade do prazo final de suspensão, enquanto a jurisprudência do STF permite revisão de medidas restritivas quando demonstrada ausência de justificativa processual atualizada.
A suspensão das visitas ao pai foi definida por 90 dias a partir de 13 de julho de 2026, com término previsto para 11 de outubro de 2026
Repercussão Política e Desdobramentos Futuro
A solicitação recebeu avaliação técnica do STF, que reconheceu a natureza humanitária do caso mas reafirmou competência exclusiva do tribunal para ajustar medidas cautelares, enquanto aliados políticos de Flávio pressionam pela liberação antecipada como gesto de unidade partidária rumo ao segundo turno.
O Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União mantêm postura técnica que prioriza a segurança institucional, mas sinalizam abertura para negociação direcionada se houver compliance total com as condições estipuladas pelo NCPM.



