Com o primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro, os 12 candidatos à Presidência da República intensificam a busca por votos ao percorrerem o país em agenda agitada, enquanto respondem à pesquisa do sobre a bibliografia que orienta suas trajetórias políticas e pessoais.
Apuração e Respostas dos Candidatos às Indagações sobre Leitura
A reportagem do, publicada em meados de setembro, constatou que onze dos doze candidatos à Presidência da República responderam às perguntas sobre livros lidos ou indicados durante a fase final da campanha eleitoral; apenas Ronaldo Caiado, do PSD, manteve silêncio absoluto em relação aos contatos da publicação.
A ausência de Caiado contrasta com a disponibilidade demonstrada pelos demais, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que indicou 'Um Defeito de Cor', romance de Ana Maria Gonçalves, e Flávio Bolsonaro (PL), que citou 'Liderança de Alto Nível', de John C. Maxwell, ambos escolhidos com base em valores simbólicos ou estratégicos para a construção de imagem eleitoral.
Setecentos e sessenta mil visitantes registrados na Bienal do Livro de SP em 10 dias, superando recorde histórico da edição.
Repercussão Institucional e Perspectivas para o Pós-Eleitoral
As declarações oficiais dos candidatos reforçam a estratégia de alinhamento cultural e ideológico: Lula aposta no romance premiado para evocar temas de resistência e superação, enquanto Bolsonaro privilegia obras de liderança para reforçar sua trajetória como ex-mandatário e herdeiro político.
O s posicionamentos literários servem também como termômetro de preparação para os debates finais, com especialistas apontando que a escolha de obras revela intenções de construção narrativa junto à campanha.



