A formação de um governo com apenas 61 cadeiras no Knesset, o Parlamento de Israel, é viável, mas resulta em uma administração extremamente frágil e suscetível a colapsos. A avaliação é de Samuel Feldberg, diretor acadêmico da StandWithUs Brasil, em entrevista à CNN. Segundo ele, a margem mínima torna o governo vulnerável a qualquer dissidência interna, podendo cair mesmo por motivos triviais.
Feldberg citou o governo anterior, derrubado por uma discussão sobre a permissão de determinados alimentos nos hospitais durante a Páscoa Judaica. Para ele, um governo estável em Israel precisaria de ao menos 65 ou 66 cadeiras. O especialista ressaltou que o presidente israelense não tem instrumentos de coerção para forçar a formação de coalizões.
Ele mencionou ainda que a oposição, incluindo partidos árabes, poderia assumir a presidência do parlamento e legislar para impedir que candidatos sob investigação participem de eleições, o que afetaria Benjamin Netanyahu em caso de novo pleito. Sobre Avigdor Lieberman, Feldberg o descreveu como uma "raposa política" da direita israelense, sem associação à extrema direita.



