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Polícia

Militares da Marinha condenados por propina e fraude na licitação da Base Aérea Naval do RJ

PorGiovanna SfalsinVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 16:18
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Militares da Marinha condenados por propina e fraude na licitação da Base Aérea Naval do RJ
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Superior Tribunal Militar (STM) manteve as condenações de dois militares da Marinha e quatro civis envolvidos em irregularidades em licitações e no pagamento de vantagens indevidas na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAENSPA), no Rio de Janeiro, após rejeição de recursos que contestavam a legalidade das provas e a ausência de prescrição.
  • O caso envolve 15 depósitos bancários somando R$ 59.975,97, realizados por uma empresa em uma conta em nome da esposa de um militar, mas movimentada por ele, o que configura suspeita de corrupção passiva tanto por parte do militar quanto da esposa.
  • O STM manteve as condenações de todos os seis acusados, rejeitando alegações de cerceamento de defesa, ilegalidade das provas e prescrição, e alterou parcialmente as penas com base em análise jurídica definitiva.
Resumo Editorial

Dois marinheiros e quatro civis foram definitivamente condenados por corrupção na licitação da Base Aérea Naval do Rio, com movimentação de quase 60 mil reais em propina.

No dia 28 de agosto, o Superior Tribunal Militar (STM) confirmou integralmente as condenações de dois militares da Marinha e quatro civis por participação em esquema de corrupção ativa e passiva na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAENSPA), no Rio de Janeiro, após rejeição de recursos que contestavam a legalidade das evidências e a ausência de prescrição.

Apuração e Estrutura do Esquema Corruptivo na BAENSPA

A investigação, iniciada pelo Ministério Público Militar (MPM) em abril de 2024, revelou um esquema estruturado envolvendo licitações para fornecimento de gêneros alimentícios à unidade militar da BAENSPA, onde um suboficial da Marinha, funcionário público no cargo de pregoeiro, conduziu o processo licitatório com a intenção de favorecer duas empresas específicas.

O inquérito comprovou 15 depósitos bancários realizados por uma das empresas em uma conta em nome da esposa do militar — mas efetivamente movimentada por ele — totalizando R$ 59.975,97, o que configura indício robusto de corrupção passiva por parte do militar e da esposa, além de corrupção ativa por parte do administrador da empresa, que utilizou os recursos para garantir vantagens contratuais.

Ponto de Destaque

Foram identificados 15 depósitos bancários somando R$ 59.975,97, movimentados por um militar em conta de sua esposa para fins de corrupção passiva.

Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa

O STM manteve as condenações por unanimidade, rejeitando alegações de cerceamento de defesa, ilegalidade das provas obtidas mediante obrigações legais de quebra de sigilo bancário e fiscal e a suposta prescrição, considerando-as infundadas diante da continuidade dos atos ilícitos.

As penas foram ajustadas com base em análise jurídica definitiva, com o Tribunal reconhecendo a gravidade das infrações e a necessidade de preservar a integridade das instituições militares diante do desvio condutas.

Atenção / Ponto Crítico
O s réus têm prazo de cinco dias para protocolar novos recursos ao STJ ou ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob pena de esgotamento dos recursos na instância militar.

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