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O Lula. A Esquerda. O Vale Tudo pelo Poder. A Missão Improvável da Virada. O Bolsonaro e o Fenômeno

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:00
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O Lula. A Esquerda. O Vale Tudo pelo Poder. A Missão Improvável da Virada. O Bolsonaro e o Fenômeno
Fatos Rápidos da Notícia
  • Nunca antes na história do país a esquerda, o PT e Lula se mostraram tão desesperados para se manter no poder. Agora, para se reeleger, Lula precisa cumprir uma missão praticamente impossível: virar voto, ou seja, convencer quem votou em Bolsonaro a apoiá-lo, além de tirar de casa e levar às urnas os petistas e esquerdistas que não votaram no primeiro turno. Tudo isso para tentar reverter uma diferença de quase 6 milhões de votos — o que seria inédito no país em segundo turno presidencial. E não é só isso: Lula também precisa apostar que Flávio Bolsonaro não amplie sua votação, cenário pouco provável, já que os bolsonaristas que não votaram no primeiro turno também devem comparecer às urnas.
  • Olhando para os números, é possível refletir sobre o passado. Nas eleições de 2022, em comparação ao primeiro turno, Lula conquistou pouco mais de 3 milhões de votos, enquanto Bolsonaro obteve 7,1 milhões de votos adicionais no segundo turno. Entre os dois turnos, Lula perdeu votos absolutos em pelo menos quatro estados: Acre, Amazonas, Roraima e Amapá — sendo este último o único em que Bolsonaro virou a disputa, devido à perda de mais de 7 mil votos do petista. Em Tocantins, Lula registrou crescimento de apenas 290 votos no segundo turno em relação ao primeiro. Bolsonaro, por sua vez, não registrou queda em nenhum estado.
Resumo Editorial

Nunca antes na história do país a esquerda, o PT e Lula se mostraram tão desesperados para se manter no poder. Agora, para se reeleger, Lula precisa cumprir uma missão praticamente impossível: virar voto, ou seja, convencer quem votou em Bolsonaro a apoiá-lo, além de tirar de casa e levar às urnas os petistas e esquerdistas que não votaram no primeiro turno. Tudo isso para tentar reverter uma diferença de quase 6 milhões de votos — o que seria inédito no país em segundo turno presidencial. E não é só isso: Lula também precisa apostar que Flávio Bolsonaro não amplie sua votação, cenário pouco provável, já que os bolsonaristas que não votaram no primeiro turno também devem comparecer às urnas.

Nunca antes na história do país a esquerda, o PT e Lula se mostraram tão desesperados para se manter no poder. Agora, para se reeleger, Lula precisa cumprir uma missão praticamente impossível: virar voto, ou seja, convencer quem votou em Bolsonaro a apoiá-lo, além de tirar de casa e levar às urnas os petistas e esquerdistas que não votaram no primeiro turno. Tudo isso para tentar reverter uma diferença de quase 6 milhões de votos — o que seria inédito no país em segundo turno presidencial. E não é só isso: Lula também precisa apostar que Flávio Bolsonaro não amplie sua votação, cenário pouco provável, já que os bolsonaristas que não votaram no primeiro turno também devem comparecer às urnas.

Olhando para os números, é possível refletir sobre o passado. Nas eleições de 2022, em comparação ao primeiro turno, Lula conquistou pouco mais de 3 milhões de votos, enquanto Bolsonaro obteve 7,1 milhões de votos adicionais no segundo turno. Entre os dois turnos, Lula perdeu votos absolutos em pelo menos quatro estados: Acre, Amazonas, Roraima e Amapá — sendo este último o único em que Bolsonaro virou a disputa, devido à perda de mais de 7 mil votos do petista. Em Tocantins, Lula registrou crescimento de apenas 290 votos no segundo turno em relação ao primeiro. Bolsonaro, por sua vez, não registrou queda em nenhum estado.

A eleição presidencial de 2022 foi a primeira na história do Brasil em que o candidato vencedor não venceu na maioria das unidades federativas do país. Lula venceu em 13 estados e no exterior, com sua maior vitória no Piauí, onde levou todas as nove microrregiões. Bolsonaro venceu nos outros 13 estados e no Distrito Federal, com sua maior vitória em Roraima. Essa característica inédita se explica pelo fato de Bolsonaro ter vencido em estados pouco populosos, como Roraima, Acre e Amapá — neste último, inclusive, revertendo o resultado do primeiro turno, quando Lula havia vencido por margem pequena.

A disputa de 2022 é considerada a mais acirrada da história do Brasil desde a redemocratização, superando a eleição de 2014, quando Dilma Rousseff venceu Aécio Neves com apenas 3,28 pontos percentuais de vantagem. Em 2022, com cerca de 2,1 milhões de votos a mais que Bolsonaro, Lula venceu com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% do adversário — que se tornou o candidato derrotado mais bem votado da história do país, a apenas 1,80 ponto percentual de distância. Foi também a primeira vez que um presidente em exercício não conseguiu se reeleger, e a primeira vez que um ex-presidente derrotou um presidente em exercício em busca de reeleição.

Apesar da derrota, Bolsonaro obteve mais votos totais em 2022 do que na eleição anterior, de 2018, quando venceu Fernando Haddad: 408 mil votos a mais no segundo turno. Ele também ampliou sua margem percentual em Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí, Roraima e Sergipe, mas perdeu votos absolutos no Acre, no Distrito Federal, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em São Paulo — este último, o maior colégio eleitoral do país.

Lula, em 2022, tornou-se o primeiro candidato brasileiro a conquistar mais de 60 milhões de votos no segundo turno, superando seu próprio recorde de candidato mais votado do país — os 58,295 milhões obtidos em 2006 contra Geraldo Alckmin, hoje seu vice-presidente. Já Jair Bolsonaro alcançou 58,206 milhões de votos, tornando-se o terceiro candidato mais votado da história do país, atrás apenas de Lula em 2022 e 2006.

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